Grupo “O Moniz-Carlos Varela” leva Eça ao palco para uma humorística sátira de costumes

A verve satírica de Eça de Queirós saltou dos livros para o desfile em palco na Escola Jaime Moniz, através da dramatização dos seus estudantes. A anfitriã do XXVII Festival de Teatro Escolar,a  Escola Secundária Jaime Moniz, apresentou ao público que lotou a sala a dramatização “Graças ao Eça”, uma adaptação criativa do clássico Os Maias.

Ser ler Eça prende o leitor ao estilo de uma prosa mordaz e impiedosa, vê-lo desfilar em palco pela mão dos jovens estudantes foi um exercício singular que convenceu o auditório que não deu por perdida a ida ao teatro em contexto escolar.

Assim, o segundo dia do Festival começou pelas 10h00, com casa cheia, com o espetáculo “Graças ao Eça”, adaptação de Os Maias, de Eça de Queirós, com excertos de “Resumo de ‘Os Maias’ e ‘Lusíadas”, de Ricardo Araújo Pereira. A peça da casa, numa vertente humorística, aborda a temática do incesto, alguns episódios da crónica de costumes e a dificuldade que os alunos têm na leitura de uma obra tão extensa. Afinal, o que nos ensina o Eça? Entre outros conselhos, personagens atemporais, no prólogo, indicam: “Atenção, quando conheceres uma pequena é melhor dizer: “Oh, miúda, o cartão do grupo sanguíneo se faz favor e um teste de ADN, nunca fiando, que eu cá gosto de fazer tudo direitinho!”

Pelas doze horas, a Associação Olho.te apresentou o trabalho «A Menina do Mar num Mar de Plástico», de Roberto Merino. Segundo a sinopse, a “brincar a criança aprende a conviver e a aceitar as regras, desenvolve a linguagem, concentração, e pensamento crítico, e tudo isto é reforçado nas leituras, contos e expressão dramática, onde conhecem diversos personagens.” Deste modo o este trabalho aborda o tema do mar e os malefícios que o Homem provoca sobre o meio ambiente.

No turno da tarde, pelas quinze horas, a EB123 Bartolomeu Perestrelo, apresentou  o trabalho «E por fim lá casaram», de Alexandra Aragão e Leandra Moniz. Numa igreja, antes do casamento, várias peripécias têm lugar entre convidados, o padre, o sacristão e os noivos, provocando o riso do público.

Logo de seguida, o Grupo de Teatro da APEL trouxe o texto original «D.U.D.A», da autoria de Graça Garcês. A peça defende os Direitos Universais dos Animais, chamando de “irracionais” os que não reconhecem esses direitos. Os verdadeiros gestos de humanidade vêm, muitas vezes, dos animais.

Para concluir os trabalhos do dia, a Oficina de Teatro Corpus, da Escola Secundária da Francisco Franco, trouxe o espetáculo “Isto não está no guião”, texto original do grupo, onde se relatam diferentes peripécias de jovens atores, “o ensaio dos ensaios dos dramas da vida”.

 

 

 

Mas o Festival Regional de Teatro Escola surpresas para os aficionados do drama prossegue esta quinta feira com outras surpresas. Os trabalhos começam com as apresentações das escolas com “O Homem de Ferro”, adaptação da obra homónima de Ted Hughes, pelo grupo Pollés Maskés, da EB23 Dr. Alfredo Ferreira Nóbrega Júnior.

O grupo “Núcleo de Teatro do Sol”, da EBS da Ponta de Sol, trará a palco “Poesia | Mente”, a partir de vários poetas lusófonos, pelas 12:00H.  Às 14:00H, o grupo “Benvindo Teatro”, da EBS de Santa Cruz, apresentará o texto “Era uma vez na Madeira”, da autoria de Vera Gomes.