Casa cheia na Jaime Moniz para conhecer a vida do mentor do Festival de Teatro e aplaudir as peças em palco

Maria José Varela elucida alunos sobre a memória do marido, Carlos Varela, o mentor do Festival. Fotos DR.

Na voz de Maria José Varela Costa, a 12 de março, pelas dez horas, os alunos puderam conhecer, na visão próxima da companheira de uma vida, Carlos Varela, o escritor, o coordenador de teatro, o mentor do Festival, o professor, o homem da rádio e o incansável delineador projetos.

A conferência de ontem, com o nome do mentor do Festival de Teatro Escolar, teve por objetivo dar a conhecer aos alunos o homem e habilidade na capacidade de educar e desenvolver projetos para os mais jovens.

Às doze horas, o grupo “Em palco”, da EB23 Cónego João Jacinto Gonçalves de Andrade, com a peça “Dias de Outrora”, autoria de Rosete Constantino, possibilitou o contacto com o património cultural e regional de outros tempos, num retrato da vida económica, social e cultural dos nossos avós e bisavós.

O grupo “Voo à Fantasia” da EB23 Padre Manuel Álvares, que obteve na edição anterior o Prémio Carlos Varela, apresentou, às quinze e trinta, uma adaptação do texto vicentino “Farsa de Inês Pereira”. Vimos uma moderna e muito atual Inês Pereira que continua a defender a máxima “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube.”

A última atuação do dia, sempre com casa cheia, foi do “Grupo Teatro Alforria”, da EB23 Horácio Bento de Gouveia, que fez a sua estreia neste festival.  Numa versão muito educativa, aprendemos a perseguir sonhos, ultrapassar obstáculos e, em diálogos e equívocos do quotidiano, aprender com os textos de Frankecestenio T. Araújo, Gil Vicente e Luís Gonçalves.

A equipa de produção apresenta como novidades nos procedimentos na organização do evento a possibilidade de um diálogo entre júri e  concorrentes no final de cada atuação e o facto de o público poder manifestar a sua opinião através de uma votação disponibilizada online.

Hoje, 13 de março, o Festival prossegue. Está prevista a apresentação “Graças ao Eça!”, adaptação de Os Maias, de Eça de Queirós, pelo grupo “O Moniz – Carlos Varela”, da ES Jaime Moniz. No turno da tarde, pelas 15:00H, apresenta-se “ E por fim lá casaram”, texto da autoria de Alexandra Aragão e Leandra Moniz, pelo clube “O Bartolomeu”, da EB123 Bartolomeu Perestrelo. De seguida, às 15:30H, será a vez do Grupo de Teatro da Apel, da ES da Apel, pôr em cena “D.U.D.A”, texto original de Graça Garcês. Às 17:20H, do dia 13 de março, assistiremos ainda a “Isto não está no guião” da Oficina de Teatro Corpus, da ES Francisco Franco.