
O líder parlamentar do PS-Madeira considerou hoje, no âmbito do depate sobre a Saúde na Região, que “todos os Madeirenses esperavam que a renovação de 2015 seria uma mudança de políticas como tipificada no Pograma de Governo, mas a renovação foi a continuidade para pior. As expetativas saíram completamente frustradas em matérias que o próprio PSD colocava como prioritárias. O caso das listas de espera para cirurgia – a prioridade das prioridades”.
Victor Freitas lembra o que disse serem as promessas, referindo “o tempo máximo de resposta garantida, cheque cirurgia, sistema integrado de gestão de inscritos em cirurgia, plataforma online em que o doente sabe em que lugar se encontra na lista”, para acusar a governação de Albuquerque de não ter atuado em conformidade com as necessidades do setor. “Quando Miguel Albuquerque assumiu funções governativas tinha uma lista de espera de 16 000 cirurgias. Hoje, volvidos 4 anos, têm 20.000 Madeirenses nesta situação, mais 4 000; o aumento das listas de espera foi de 25%; Se compararmos com os Açores, a Madeira tem o dobro de pessoas em lista de espera para cirurgia; Se compararmos com o Continente, em proporção a Madeira deveria ter 5 000 madeirenses em espera e não os 20 000, 3 vezes acima do Nacional; A produtividade em cirurgias tem vindo a baixar. Hoje opera-se menos no hospital Nélio Mendonça do que quando este Governo assumiu funções”.
O líder da bancada socialista refere, ainda, que “hoje existem cerca de 40 000 Madeirenses em lista de espera para consultas hospitalares. Esta é a realidade. Infelizmente 4 anos volvidos a lista cresce e não encolhe. Temos hoje mais Madeirenses nesta situação do que tínhamos quando a renovação inconsistente assumiu funções governativas. Se compararmos com os 4 anos anteriores, o número de consultas hospitalares foi superior às que realizaram neste quadriénio. Quando assumiram funções em 2015, estavam em lista de espera para exames médicos pouco mais 10 mil utentes. Passados 3 anos, a lista de espera cresceu para mais de 16 000 à espera de exames, sendo que existem situações gritantes como é o caso da cardiologia, em que existem mais de 8 000 pacientes na lista de espera para um exames. Se somarmos estas listas de espera de 40 000 madeirenses à espera de uma consulta hospitalar, 16 000 madeirenses à espera de um exame e as 20 0000 cirurgias em atraso, atingimos o valor de 76 000 atos médicos em listas intermináveis, que este governo já demonstrou ser incapaz de resolver.
Mas as acusações de Victor Freitas não se ficaram por aqui, disse também que “continuamos a ter metade da população sem médico de família na Madeira e Porto Santo – 125 000 madeirenses sem um médico de família”, sublinhando que “a A Saúde tem de ser resgatada, quem vai fazer o trabalho que o Governo PSD não fez são os madeirenses. O primeiro resgate é político, resgatar a Madeira das vossas mãos. O segundo resgate é à Saúde, com um novo Governo que faça da Saúde, não mais uma prioridade, mas sim a prioridade”.
O socialista considerou que “a Saúde é hoje o espelho da ação governativa. Por esta área passaram três secretários regionais, houve demissões nos diferentes departamentos da saúde, tivemos impactos estruturais no sistema, na confiança dos médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares e, mais grave, teve um impacto na eficácia do sistema com graves repercussões junto dos utentes”.
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