
O secretário regional da Saúde considerou, hoje, no Parlamento onde o setor é alvo de abordagem no debate mensal, que “há medidas que estão a ser tomadas relativamente às listas de espera”, sem no entanto avançar números, como pretendia, por exemplo, o deputado do Juntos Pelo Povo, Élvio Sousa, que desafiou Pedro Ramos a apresentar dados concretos sobre listas de espera e valores gastos pelo SESARAM com os privados. O governante não respondeu ao parlamentar, fazendo-o apenas, entre outros, a Rui Barreto, Raquel Coelho, Roberto Almada .
Élvio Sousa reformulou a pergunta face à falta de resposta de Pedro Ramos, dizendo que começa a suspeitar “que o Governo não queira esclarecer a população. Na próxima segunda-feira, irei ter consigo à secretaria, para requerer os montantes que o Governo gasta com o o serviço convencionado. O senhor secretário deve ter uma noção global dos valores”.
Pedro Ramos respondeu dizendo que “não precisa marcar reunião comigo e basta consultar o site do SESARAM e do IASAÚDE para ver esses resultados. Entre 2017 e 2018 passámos de 10 milhões de euros para 8 milhões de euros. Fizemos acordos, mas temos privilegiados o sistema público”. O secretário diz que “as listas de espera existem em todos os hospitais do País. Não temos resposta, em termos de ambulatório, ao nível do que se passa a nível nacional, mas durante este ano as quatro salas deverão contribuir para a redução desses números. E se há listas de espera, significa que os doentes não etão a ser operados no privado.
O governante disse, ainda, que “podem existir situações que não estão resolvidas, mas a Saúde é um setor que é discutido todos os dias. A Medicina Nuclear é um não problema, uma vez que é importante distinguir o que é Radiologia e Medicina Nuclear. É tudo muito transparente e a própria comissão de inquérito, solicitada por nós, visa precisamente esclarecer. Primeiro, respeitamos a nossa população, respeitamos também os profissionais, com acordos com os diferentes grupos profissionais, ao contrário do que se passa a nível nacional”.
Para Pedro Ramos “compararmos os nossos indicadores com os Açores e o Serviço Nacional de Saúde não é correto, são realidades diferentes e até os indicadores são favoráveis à Madeira”. O deputado social democrataJoão Paulo Marques diz que o debate deve ser, sobretudo, sobre o futuro do nosso Serviço Regional de Saúde.
Victor Freitas, do PS, lembrou que há 16 mil pessoas em lista de espera para exames de diagnóstico, além das cirurgias e consultas. A nível nacional, três meses é o tempo médio de espera para cirurgia, aqui na Madeira é de 36 meses. Porque razão deixaram de publicar, no SESARAM, os dados de 2018? Diga qualquer coisa coerente”.
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