Ausências de Paulo Cafôfo alvo de voto de protesto do PSD

O anunciado voto de protesto face às repetidas ausências do presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, foi apresentado esta quinta-feira, na Reunião de Câmara, pela vereação do PSD.

“Desde a primeira hora em que toma posse percebemos que esta Câmara não tem liderança”, acusou Rubina Leal, dizendo que “temos um presidente de Câmara, no qual a população votou, mas que não está presente. Um presidente de Câmara que não trata daquilo que é essencial para a nossa Cidade, que não dá a cara, que não responde, que não justifica e está completamente ausente, numa cidade que está completamente abandonada.”

“Temos de facto um presidente em part-time”, referiu a vereadora social-democrata, explicando que o voto de protesto nada tem a ver com ausências pontuais ou com as férias do edil, mas com as “constantes” e “repetidas” ausências, o que é “lamentável”.

Em relação à proposta ‘Lojas com História’, o PSD votou favoravelmente, como sempre faz quando se tratam de “medidas positivas”, ao contrário daquilo que acontece com o executivo camarário do Funchal, que não acolhe propostas da oposição nem tão pouco cumpre as deliberações tomadas em Assembleias Municipais, acusa o PSD.

“Consideramos que é importante distinguir as lojas do nosso comércio tradicional (…). Mas importa, também, criar condições e medidas de apoio ao comércio”, destacou, recordando a proposta do PSD que visa facilitar o estacionamento de viaturas no centro da cidade, quer nos parquímetros quer nos parques cobertos municipais.

“Relembro que nós apresentamos uma proposta para facilitar o estacionamento dentro no centro da Cidade e este executivo votou contra o estacionamento gratuito de duas horas e até o momento não fez cumprir uma deliberação da Assembleia Municipal, no sentido de facilitar o estacionamento nos parquímetros, e também no alargamento do horário de funcionamento dos parques cobertos. Estas sim são medidas estruturantes, que trazem mais pessoas para a Cidade e possivelmente mais pessoas para o nosso comércio de rua e o nosso comércio tradicional”, criticou Rubina Leal.

Já no que respeita aos benefícios fiscais para os comerciantes, Rubina Leal explicou que estes já estão previstos legalmente. No entanto, disse não compreender quais são os apoios efectivos dados pela CMF a estas lojas para manter o seu negócio. “Conheço algumas lojas que já fizeram intervenções com apoios governamentais, mas da Câmara não conheço nenhum apoio monetário efectivo”, rematou a autarca social-democrata.