SINDEPOR aguarda boas notícias da tutela sobre o acordo de empresa sugerido com o SESARAM

Os responsáveis regionais do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR) convocaram os jornalistas para esclarecer a sua posição perante o panorama Nacional e Regional no que à Enfermagem diz respeito.

O SINDEPOR apoia a “greve cirúrgica” não obstante “a perversão, de que o governo central pretende fazer, no sentido de manipular a opinião pública”.

Segundo os dirigentes sindicais, a greve deverá ser sempre o último dos cenários, mas pela ausência de respostas relativamente a algumas das reivindicações dos enfermeiros, o SINDEPOR viu-se obrigado a encetar esta luta.

“Pensávamos nós que esta seria de curta duração, que o Governo Central iria ouvir as nossas justas reivindicações e negociar, infelizmente tal não aconteceu, para além de manobras obscuras de manipulação da população contra a nossa classe, recebemos em troca prepotência, insultos e requisição civil”, revelam.

Mais esclarece que os serviços mínimos “nunca foram colocados em causa, nunca se colocou vidas em risco, inclusive operou-se mais em tempo de greve do que em tempo normal”.

Relativamente à Madeira, o SINDEPOR salienta “o clima de paz que se vive na Região com os enfermeiros, e o clima de diálogo e concertação social”.

Sob o lema “fazer parte da solução e não do problema”, o SINDEPOR já entregou à tutela o seu caderno reivindicativo, de que faz parte a apresentação de um possível Acordo de Empresa com o SESARAM.

“Perante as afirmações proferidas pelo Srº Presidente do Governo Regional da Madeira, Dr. Miguel Albuquerque, na sexta-feira, 8 de fevereiro, aquando da sua visita ao Hospital Dr. Nélio Mendonça. Só temos de enaltecer a abertura do Governo Regional, na procura de plataformas de entendimento, que segundo este, possivelmente culminará num acordo com os Enfermeiros, a exemplo do que aconteceu com os professores”, revelam.

Em breve haverá uma nova reunião com a Secretaria Regional da Saúde. “Perante as afirmações do Sr. Presidente do Governo Regional, as nossas expectativas são altas. Pois é nossa convicção que facilmente teremos aqui na região um acordo entre as partes”, revela.

Relativamente às reivindicações dos enfermeiros, eis algumas delas:

-O descongelamento e progressão da carreira com a atribuição dos pontos, que deveria de ter tido inicio em janeiro de 2018.

-O reconhecimento e revalorização da carreira, através de uma tabela remuneratória, equiparando os enfermeiros aos outros licenciados que exercem na função pública, em especial, na saúde.

-A aposentação dos enfermeiros. O desgaste não é só físico, associado à rotatividade de turnos, bem como o desgaste provocado pela carga emocional, devido ao caráter da profissão, pelo que a antecipação de tempo de reforma é um ponto em discussão.


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