

O semanário Expresso revela hoje uma informação que o Funchal Notícias já tinha avançado no dia 22 de janeiro: Cunha e Silva é um nome em cima da mesa para candidato a deputado europeu nas listas do PSD às próximas eleições europeias de maio, sendo mesmo o preferido do líder Rui Rio para integrar, pela PSD-Madeira, o conjunto de candidatos que deverá continuar a ter Paulo Rangel como número um.
Como o FN informou, Cunha e Silva, antigo vice presidente do Governo Regional em governos de Jardim, é amigo de longa data de Rui Rio, apoiou a candidatura deste às internas e surge, assim, como uma escolha natural do líder nacional, que inclusivé já terá manifestado essa intenção à estrutura regional do partido, estando esta a avaliar toda a estratégia que poderá conduzir a um sim ou a um não às pretensões de Rio.
O Expresso refere hoje que só os seis primeiros lugares da lista são considerados elegíveis, sendo um deles para a Madeira, um bastião social democrata que desempenhou um papel importante na recente moção de confiança que passou no Conselho Nacional. O lugar para a Região, aponta o semanário, “pode ficar para João Cunha e Silva (antigo vice-presidente do Governo Regional e velho amigo de Rio) ou para Rubina Leal, ex-secretária regional e candidata derrotada à Câmara do Funchal nas últimas autárquicas. Pela primeira vez, pode dar-se o caso de os Açores não terem um candidato elegível nas listas do PSD, a não ser que surja o nome de Mota Amaral, que tem sido lançado como hipótese”.
Aquela publicação indica, ainda, que “outros dois nomes são dados como certos em lugar elegível — Álvaro Amaro, o presidente da Câmara da Guarda e dos Autarcas Social-Democratas, e José Manuel Fernandes, que já é eurodeputado e preside à distrital de Braga do PSD”, sublinhando que “um dos lugares elegíveis irá para uma das mulheres que Rio levou para a direção do PSD (a especialista em temas europeus Isabel Meirelles ou a ex-ministra Maria da Graça Carvalho)”.
De acordo com informações que o FN já tinha publicado, a existência destes dois nomes em cima da mesa, Cunha e Silva e Rubina Leal, deverá estar relacionada com a colocação dos dois potenciais candidatos num “prato da balança”, sendo que Rio quer Cunha mas Albuquerque não está muito convencido que essa seja a melhor solução para a Madeira. O FN sabe que existe inclusive um estudo de opinião, levado a efeito pelo PSD-M, que coloca Cunha e Silva numa posição desfavorável, havendo por isso a necessidade de avançar com Rubina Leal como contraponto às intenções de Rio.
Não se sabe para que lado irá balançar a decisão do líder nacional, mas os dados poderão ter um peso na decisão. Albuquerque não deverá querer abrir uma “guerra” com Rio, mas também Rio não deverá estar interessado em criar problemas à Madeira em ano de eleições, pode pesar o contexto e, se assim, for, Rubina poderá ganhar terreno por razões estratégicas. Além de que Rio não esquece o recente apoio do líder do PSD-Madeira no Conselho Nacional.
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