
António Costa, primeiro-ministro, mas hoje na qualidade de líder nacional do PS, disse estar disposto a ir onde for necessário para defender a Madeira. As declarações, proferidas nos “Estados Gerais” do PS-M, na Ponta do Sol, já mereceram, por parte do PSD/Madeira, de uma reação através do secretário geral José Prada. O PSD-M “regista com alguma estranheza que o Secretário-Geral do PS afirme estar disposto “a ir onde for preciso pela Madeira” quando, até agora, nunca foi a lado nenhum nem pela Madeira nem pelos madeirenses”.
Prada diz que Costa “nada fez e, mais uma vez, limita-se a mentir aos madeirenses para disfarçar a sua incompetência, quando afirma que o Presidente do Governo Regional da Madeira “foi o único presidente de governo que faltou” a um encontro no qual, das 9 Regiões Ultraperiféricas, apenas 3 Presidentes estiveram presentes – Canárias, Guiana e Açores, 3 se fizeram representar – Madeira, Reunião e Guadaloupe – e 3 Regiões simplesmente não marcaram presença – Mayote, Martinica e Saint Martin. Será que o Secretário-geral do PS acredita nas suas mentiras ou afinal nem conhece os presidentes das RUP. O mesmo PS que se diz agora disponível para “ir aonde for preciso pela Madeira” votou contra a ligação de Ferry todo o ano com o apoio do Estado, contra o Subsídio de Mobilidade, contra a redução dos Juros da Região, contra a extensão da redução dos passes sociais alargados à Região, contra o financiamento do helicóptero de combate aos incêndios, contra um IVA igual e reduzido, como existe no Continente, para apoio às famílias carenciadas e, ainda, contra o Passe Sub 23 para os Estudantes Universitários da Madeira”
O secretário geral do PSD-M considera “grave que o candidato do PS – que na sua conhecida bipolaridade ainda se mantém como Presidente de Câmara – considere que, perante tudo isto, o Governo da Geringonça, liderado pelo seu partido, não tenha falhado com a Madeira. Fica, com isto, mais uma vez evidente de que lado está o candidato do PS Madeira: mais importante do que a defesa dos interesses dos madeirenses e porto-santenses é agradar e prestar vassalagem ao seu Partido e é defender os interesses de Lisboa e de uma governação nacional que tem sido altamente lesiva, abusiva, irresponsável e discriminatória para com esta Região”.
José Prada refere, ainda, que “ao contrário dos Socialistas, o PSD Madeira defende e protege a sua população. Na República, votámos a favor dos interesses e das necessidades dos madeirenses, temos uma só cara e temos a certeza de que não queremos replicar à Madeira a instabilidade social, as greves e a crise que atravessa, transversalmente, todos os setores de governação do nosso país”.
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