António Costa diz que pela Madeira vai “onde for necessário ir”

Foto DR.

O secretário-geral do Partido Socialista afirmou, esta manhã, na Ponta do Sol, que, pela Madeira, vai «onde for necessário ir».

António Costa falava na Convenção “Madeira é Europa”, que encheu o Centro Cultural John dos Passos, momento em que foi fortemente aplaudido.

Num ano marcado por três atos eleitorais, o secretário-geral socialista disse perceber que para os madeirenses e porto-santenses a eleição mais importante deste ano é a eleição regional. Contudo, acrescentou que «a primeira volta destas eleições regionais, o grande trampolim para estas eleições regionais, aquilo que inicia e dá força a essa bola de neve em crescendo deste ano eleitoral, são as eleições que teremos do próximo mês de maio para o Parlamento Europeu». Por isso, pediu a todos uma grande mobilização, «porque é aqui que começa a vitória do PS-Madeira e de Paulo Cafôfo nas eleições regionais deste ano».

Por outro lado, respondendo às acusações de quem tem sido alvo, nomeadamente de estar «obcecado pela Madeira», António Costa disse não perceber a crítica, porque «o que se pede a alguém que é líder de um partido político, que ainda por cima exerce as funções de primeiro-ministro, é que esteja mesmo obcecado pelo seu país, pelo seu povo, por todo o território nacional». «Para mim, a Madeira não é menos Portugal do que o Algarve ou do que Trás-os-Montes. A Madeira é Portugal», declarou, acrescentando: «Eu, pela Madeira, vou onde for necessário ir».

O responsável acentuou a necessidade de mobilização para defender a Europa. «A Europa somos nós todos. A Madeira é Europa e defender a Europa é defender a Madeira», referiu. «A Europa tem sido absolutamente fundamental para o nosso desenvolvimento. É a Europa que tem contribuído para o financiamento daquilo que tem feito a mudança em Portugal, nas regiões autónomas, em todo o território nacional, ao longo destas últimas décadas. E, especialmente numa Região que é uma região ultraperiférica, nós sabemos bem que sem a União Europeia, sem a solidariedade europeia, dificilmente venceremos os desafios da coesão territorial, da continuidade territorial e do desenvolvimento da Madeira e do Porto Santo», frisou, dando nota ainda que «não há nenhum partido em Portugal que seja mais defensor do projeto europeu do que o Partido Socialista».