
O presidente honorário do PSD-Madeira, Alberto João Jardim apresentou-se no congresso como “militante de base, autonomista e social-democrata”.
Reflectiu sobre 4 pilares fundamentais: Autonomia, Madeira que fizemos, Objectivos e Nosso partido
Sobre a Autonomia disse que “Custou muito e falta muito” e perguntou “O Povo vai entregar aos inimigos?”
Depois atirou-se à “geringonça” com as suas falácias: greves nos transportes públicos, na saúde, TAP, assalto a tancos. Em síntese, o Governo da República é contra a classe média.
Depois falou dos Estados gerais promovidos pelo PS-M: É um escândalo, uma mediocridade, voltamos ao tempo do Salazar ver gente de Lisboa ensinar os madeirenses como se devem governar.
Sobre a Dívida da Madeira: “Querem fazer contas, é de 600 anos para cá”. Não há dívida da Madeira, há dívida histórica. O que é que a oposição tem a dizer sobre a dívida histórica, perguntou.
Sobre a ideia de Singapura do Atlântico disse que a Europa não deixa.
Depois voltou-se para o partido aconselhando a concretizar em vez de prometer.
Obras públicas são fundamentais (keynesiano) pois o programa da oposição resume-se a isto: dar mais subsídios, mais organismos desnecessários, mais tachos, parar o desenvolvimento e proletarizar a classe média, curvar-se a lisboa.
Sobre o partido, 8 reflexões (secretariado, TSD e JSD). Têm que trabalhar a sério. São eles a máquina.
Sugeriu que o Governo deve ir aos concelhos e freguesias todos os fins-de-semana.
Criação de comissões eleitorais em cada freguesia, em vez de eleições de concelhias
Desmontar jogadas da oposição
É já nas Europeias que temos que dar uma resposta
É preciso muito cuidado com as listas: terão de ser os melhores.
UNIDADE e QUALIDADE
Jardim colocou-se à disposição do partido para as reuniões em cada concelho.
As eleições ganham-se antes.
PSD: Batalhão de operações especiais
Recorde-se que Jardim não participou no último congresso Regional do partido, em janeiro de 2017, mas comentou-o.
Aliás, dirigiu e tornou pública uma carta de agradecimento ao então presidente cessante do Congresso, Adolfo Brazão.
E, ao seu jeito, denunciou “canalhas” que o davam como autor de um blogue anónimo e qualificou de “tiro no pé” a vinda de Passos Coelho ao congresso de janeiro de 2017.
Considerou bom o discurso de Miguel Albuquerque no encerramento do último congresso e, sobre o presidente da mesa do congresso que hoje deixa funções, Sérgio Marques, qualificou-as, nestes termos:
“A intervenção do Sérgio Marques – inexplicáveis as posições que este anti-obras públicas vai ganhando no Partido- é um nojo de insinuações falsas e reles sobre o passado que ele subscreveu, desta forma estragando desastradamente o espírito de unidade que o Congresso se propunha atingir. Desejo que o Miguel Albuquerque não cometa alguns erros que eu cometi por, A TEMPO, não ter conhecido melhor certas pessoas”.
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