Miguel Jardim expõe fotografias em Fevereiro na galeria Restock

Miguel Jardim inaugura no dia 1 de Fevereiro uma exposição intitulada “III” na galeria Restock, no Funchal, na Rua do Hospital Velho, 28. Segundo refere o próprio artista, “o 3, dizem os Chineses, é um número perfeito, a expressão da totalidade, da conclusão: nada lhe pode ser acrescentado. “A razão fundamental deste fenómeno ternário universal deve sem dúvida ser procurada numa metafísica do ser composto e contingente, numa visão global da unidade–complexidade de todo o ser na natureza, e que se resume nas três fases da existência: nascimento, crescimento, morte.”, refere citando o “Dicionário dos Símbolos de J. Chevalier e A. Gheerbrant, 1997, pp. 654-657, ed. Círculo de Leitores. “Este fenómeno deriva ainda da representação matemática da noção de reprodução da espécie: 1 + 1 = 3″.

O autor apresenta, pois, três séries de nove fotografias cada uma, em torno da questão da consciência individual. As três questões que coloca são as seguintes: “Das luzes de que a vida é feita e dos objectos por elas iluminados de uma certa maneira. O que são? Ilusões? Revelações? Portas de acesso ao esclarecimento?

O corpo é finito. Existe um caminho igual para a consciência? Acede ao esclarecimento ou simplesmente se refunda?

A consciência contempla as ideias, como pensou Platão, regressa à essência, fundindo-se com as mais ínfimas partículas do Universo? E como se fotografa a consciência?

Miguel Leitão Jardim nasceu em 1968 no Funchal, e é um autodidacta da fotografia, tendo também frequentado diversos seminários sobre o assunto. Após uma breve passagem pela fotografia analógica, abraçou a imagem digital em 2009. Expôs individual e colectivamente no Funchal, São Vicente e Viseu, tendo merecido menções no programa da RTP Madeira “Casa das Artes”, no jornal digital P3 e no grupo IgersPortugal no instagram. Publica regularmente no seu blogue (agaivotaexistencialista.blogspot.com) e páginas do facebook “Miguel Leitão Jardim” e “Gaivotas Existencialistas”.