A CDU esteve hoje no Porto Santo com o objectivo de abordar problemas de transportes e mobilidade dos cidadãos. Na ocasião, a deputada da CDU, Sílvia Vasconcelos, considerou que existe “claramente uma espécie de bloqueio ao desenvolvimento socioeconómico na ilha do Porto Santo, resultante das más políticas de transporte para esta ilha”.
A economia do Porto Santo, dizem os comunistas, está fortemente condicionada pela sazonalidade, com implicações negativas no tecido socioeconómico local, agravadas no mês de Janeiro face a uma maior restrição de transportes aéreos e ausência de transporte marítimo, “sem que a tutela governamental actue para evitar esta situação penalizadora da já de si dupla insularidade”.
Porque, diz a CDU, é preciso relembrar que o transporte para o Porto Santo é assegurado por concessões de serviço público, quer pelo estado Português, quer pela RAM que prevêem até a redução de tarifários quer dos residentes quer da população residente na Madeira. “Mas no mês de Janeiro nem esse subsídio é assegurado aos madeirenses, que para visitarem a ilha de avião (dado que não há barco neste mês) pagam em torno de mais de 100 euros, o que constitui mais um factor impeditivo do requerido combate à desertificação da ilha do Porto Santo nesta época e da coesão social e territorial”, denunciam. Já nos transportes aéreos, há ainda falhas na regularidade e assiduidade dos mesmos, que acrescendo aos preços elevados, afastam potenciais turistas do continente. Fica mais barato ir a Londres por 50 euros do que ao Porto Santo por 300.
No que concerne ao transporte marítimo, “é do interesse público que o Governo Regional concretize alternativas de transporte marítimo (que aliás foram acordadas aquando da contratualização com a Porto Santo Line) para quando o navio “Lobo Marinho” estiver em doca seca, de modo a que as perspectivas de desenvolvimento da ilha do Porto Santo e os objectivos da coesão económica, social e territorial sejam salvaguardados”.
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