O deputado social-democrata Miguel Calaça, envolvido numa polémica de alegada fuga a autoridades policiais numa operação stop onde até houve tiros para o ar, suspendeu o mandato e deu disso conhecimento público. Numa nota enviada à comunicação social, refere que toma esta atitude na sequência do comunicado que emitiu a 13 de Dezembro de 2018, e agora que o Plano e Orçamento da Região para 2019 está votado e aprovado pela Assembleia Legislativa da Madeira.
O parlamentar afirma ter tido grande honra e sentido de responsabilidade ao representar as pessoas do concelho de Machico e da freguesia do Caniçal na ALRAM, mas adianta: “Face aos recentes acontecimentos, quis de forma célere, clara e transparente, assegurar que assumiria todas as responsabilidades e consequências dos meus actos, nomeadamente requerendo ao Presidente da Assembleia o levantamento da minha imunidade parlamentar. Nesse sentido, sempre considerei que o exercício de cargos públicos exige, de quem os ocupa, os mais altos padrões de rigor, transparência e responsabilidade”.
Após “uma reflexão pessoal”, Miguel Calaça considerou que não estão reunidas as condições para continuar a exercer o mandato de deputado à Assembleia Legislativa da Madeira. Por isso entregou o pedido de suspensão de funções ao Presidente da Assembleia, “até ao total e cabal esclarecimento desta situação”.
“Tomo esta decisão de forma serena e humilde, não só para salvaguardar a dignidade e credibilidade da Assembleia Legislativa da Madeira e de todos os que nela desempenham funções, mas também para que possa responder, de forma plena, pelos meus actos”, conclui.
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