Porto Santo isolado em janeiro “é inconcebível”, diz José António Castro que exige operação marítima de passageiros todo o ano

lobo marinho msc magnifica
José António Castro quer que as entidades assegurem ligação marítima de passageiros entre a Madeira e Porto Santo todo o ano. Em janeiro, essa ligação não existe por paragem do Lobo Marinho para manutenção.

Não é uma novidade, uma vez que acontece todos os anos quando o navio Lobo Marinho vai para manutenção, em janeiro. Mas o movimento liderado por José António Castro, o “Mais Porto Santo”, emitiu um comunicado onde alerta para o facto da última viagem ter lugar a 3 de janeiro.

Diz Castro diz que “neste momento, apenas sabemos que a última viagem entre ilhas vai realizar-se a 3 de Janeiro. Desconhecemos quando é que o ferry regressará ao ativo, uma situação no mínimo inconcebível e bizarra, que justificava um outro tipo de atenção por parte do Governo Regional”.

“Não temos nada contra o operador que detém a concessão da linha ferry, mas é todos os anos a mesma coisa, sem um navio de substituição, que permita salvaguardar a economia e o turismo do Porto Santo, através da mobilidade de passageiros. Se é verdade que os porto-santenses poderão neste hiato viajar de avião para a Madeira pelo preço de uma ligação marítima, para os madeirenses se deslocarem ao Porto Santo os preços são proibitivos, um verdadeiro atentado, uma vez que uma viagem de quinze minutos custa quase o dobro comparativamente com uma ligação Funchal/Lisboa. Ora, isto tem consequências graves para a nossa economia, para nós, porto-santenses, que vivemos um mês de Janeiro (e alguns dias de Fevereiro) isolados do Mundo. Por isso, temos de dizer basta, mas não isoladamente, todos juntos, porque esta não é uma bandeira do partido, A, B ou C. Este é um problema comum e, nesse sentido, desafiamos o executivo camarário e toda a oposição a juntarem-se a nós nesta luta, no sentido de reivindicarmos um direito que nos assiste, de forma unida, coerente e imparcial”, defende o líder do movimento de cidadãos independentes.

Para José António Castro há solução para este eterno problema mas está dependente da vontade política de quem governa os destinos da Região. “Salvo casos excepcionais, mormente provocados pelo mau tempo, o serviço público tem de ser salvaguardado em qualquer circunstância e as ligações marítimas têm de se realizar durante todo o ano, porque é de vital importância para a economia do Porto Santo e esbate o isolamento. O Governo Regional tem de assumir essa responsabilidade e avançar com decisões, porque o Porto Santo é também território da Região Autónoma da Madeira. Estamos conscientes de que existem custos estruturais e permanentes da dupla insularidade mas a sobrevivência da nossa frágil existência merece uma argumentação que tem de ir muito para além de um mero raciocínio financeiro”, aponta o Vereador do Mais Porto Santo.