Cafôfo ao “ataque” diz que é tempo de virar de página, Orçamento da Região para 2019 é mais do mesmo e é preciso um futuro que não viva do passado

Cafofo Madalena Palace B
Paulo Cafôfo disse, hoje, que “não queremos continuar a ser uma das Regiões do país com maior risco de pobreza, nem ter 18 mil pessoas em listas de espera na Saúde.”

O Presidente da Câmara Municipal do Funchal fez hoje um discurso virado para a Região e “atacando” pontos que considera determinantes mas visando a estratégia do Governo Regional. Foi durante a cerimónia de inauguração do empreendimento habitacional privado, denominado Madalenas Palace. Paulo Cafôfo considerou que “na Madeira nunca faltou talento, nem capacidade de trabalho, mas faltam ideias mobilizadoras em termos de liderança política para encarar os desafios da próxima década.”

Uma intervenção entre o elogio ao empresário Tomé Brazão, responsável por este investimento e “por resgatar este empreendimento numa das zonas do Funchal em expansão, o qual muitos davam como perdido”, e críticas ao Governo, sublinhando que “este exemplo lembra-nos tudo o que na Região ainda continua por fazer.

Cafôfo acentuou que “definir o que queremos da Madeira na próxima geração é uma missão que precisa das empresas, da Universidade, das organizações e da sociedade civil e hoje sabemos bem o que não queremos: não queremos a mais alta taxa de analfabetismo do país, não queremos que um quarto dos nossos jovens abandone a escola, nem que 2/3 da nossa população não tenha Ensino Secundário, não queremos continuar a ser uma das Regiões do país com maior risco de pobreza, nem ter 18 mil pessoas em listas de espera na Saúde.”

O presidente da Autarquia funchalense considera que a Madeira precisa “de cidadãos com voz ativa, de políticas de inclusão e de uma economia diversificada, de um modelo de educação que promova gente qualificada, de uma governação transparente e participada, de coesão territorial e de um modelo económico que promova a iniciativa privada, sem clientelas.”

“É tempo de virar de página, de promover a cooperação em vez do confronto, a serenidade em vez do frenesim, a responsabilidade em vez da beligerância, e gostaria que o Orçamento Regional para 2019 fosse esse virar de página, mas não é. É mais do mesmo, e o que a Madeira precisa é de um futuro que não viva do passado. Da minha parte, tenho feito tudo e tudo continuarei a fazer para que assim seja.”

“A CMF fez o que lhe competia, em termos de cooperação e de acompanhamento do projeto, e hoje aqui temos este edifício de alta qualidade, que é mais um caso de sucesso em termos de Reabilitação Urbana, uma prova de que vale a pena investir no Funchal e um contributo evidente para o desenvolvimento económico da Região.”, disse Paulo Cafôfo.