BE salienta “dignidade social” que foi possível implementar com as suas propostas para o Orçamento de Estado 2019

O deputado do Bloco de Esquerda na Assembleia da República, Ernesto Ferraz, esteve no Santo da Serra, para divulgar as propostas do Bloco aprovadas no âmbito do Orçamento de Estado 2019. O BE destacou o direito à reforma com 40 anos de desconto e 60 anos de idade, o aumento das reformas em pelo menos dez euros já em Janeiro e não em Agosto, o aumento do abono de família para o segundo e terceiro filhos, o alargamento do subsídio social de desemprego para desempregados de longa duração, e o aumento do salário mínimo nacional para 600 euros em 2019. “Em 2015 era de 505 euros, e durante quatro anos fatídicos do governo PSD-CDS, esse salário mínimo era de uns míseros 485 euros”, apontou o parlamentar, que reconheceu que, mesmo nos 600 euros, continua a ser um salário baixo, mas não se vai mais longe “porque o PS assim quer”.

As críticas aos socialistas, na realidade, foram uma constante no discurso deste deputado, que apontou que a retracção relativamente à implementação de medidas de justiça social não acontece apenas no caso do PSD e do CDS, mas também do Partido Socialista, que “arrasta” quanto possível a assumpção plena de determinadas medidas que o BE sempre considerou prioritárias.

“O programa eleitoral do PS em 2015 previa cortar a fundo o financiamento da segurança social em 600 milhões de euros”, recordou. Se de facto o mesmo tivesse acontecido, “não haveriam aumentos nenhuns”.

Na Feira do Santo da Serra, o deputado salientou a proposta, na Assembleia da República, do IVA com taxa reduzida para o mel de cana da Madeira, como sendo originalmente do Bloco e não do PSD. “A proposta votada em primeiro lugar é a do BE. A propaganda de outros partidos não corresponde minimamente à verdade. E espera-se que esta redução do IVA do mel de cana corresponda a um aumento de rendimento também nos produtores de cana de açúcar, pela ilha toda”, disse Ernesto Ferraz.

Comentando o assunto do novo hospital da Madeira, o bloquista disse que das duas propostas aprovadas para o mesmo, a do BE é a única que inclui o valor de 50% na comparticipação do Estado para a construção, fiscalização da empreitada e aquisição de equipamento médico e hospitalar.

Os deputados do PSD dizem que são só eles os autonomistas, os que estão do lado dos madeirenses, disse Ernesto Ferraz, mas durante a discussão do Orçamento “limitaram-se a teorias, a ataques previsíveis mas sem conteúdo, e a notícias falsas ou mesmo mentiras”.

O BE critica ainda ao PSD o ainda não ter aberto o concurso público internacional para o novo hospital, que deveria ter sido aberto até ao fim de Outubro deste ano, e os indicadores da Região quanto às pessoas que vivem no limiar da pobreza.