Estados gerais do PS-M: Cultura madeirense “deve ser mais valorizada”

Rui Dantas Rodrigues, realizador e fundador de Terminal 7, considerou ontem que há que dar mais valor à cultura genuinamente madeirense, em detrimento do que vem de fora. Intervindo no debate sobre “Que Cultura queremos?”, no âmbito dos Estados Gerais do PS-M, Rui Dantas Rodrigues salientou que a cultura madeirense deve ser catapultada e mostrou a sua inquietação pelo facto de «as pessoas, no geral, não saberem o que é ser madeirense», refere uma nota à comunicação social.

Defensor de uma maior promoção da cultura regional, o prelector é da opinião de que a mesma deveria integrar os currículos escolares, de modo a que as crianças adquiram também conhecimentos sobre os nossos costumes. Rui Dantas Rodrigues entende ainda que as crianças devem ter mais contacto com os seniores, porque «aqueles têm vivências que nós não tivemos», e explica que, se tal acontecer, as futuras gerações estarão muito mais ligadas à sua origem e ao seu passado.

Por outro lado, sublinhou que se a nossa cultura for aliada à criatividade, tal poderá também trazer bons resultados para a economia madeirense.

Outra oradora convidada foi Mafalda Sebastião, coordenadora do Pólo Cultural Gaivotas, da Câmara Municipal de Lisboa, um projecto que consiste num centro de recursos para a criação artística.

Aquela responsável apresentou o projecto em questão, explicando que, através do mesmo, são disponibilizados espaços e atendimento especializado. Tal como referiu, os resultados da iniciativa, que surgiu há três anos, têm sido bons, havendo uma procura intensa, não só pelos espaços, como pelo apoio informativo que é dado. Isto porque, uma vez que a informação no que concerne ao sector cultural está muito dispersa nas instituições públicas, os artistas procuram os serviços do Pólo Cultural Gaivotas, precisamente por ter toda a informação concentrada. O Pólo Cultural Gaivotas é um exemplo que Mafalda Sebastião revelou que teroa muito gosto que fosse replicado na Região.