BE diz que diminuição do número de alunos na RAM revela “enorme falhanço” dos governos PSD

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O Bloco de Esquerda-Madeira comentou ontem a previsível diminuição de 10.000 alunos nas escolas na Madeira no prazo de dez anos como a demonstração do “enorme falhanço dos governos PSD na Madeira”. O PSD, afirma o partido, governou sempre a pensar no imediato – ganhar as próximas eleições – e não o futuro da RAM. “Governou a pensar nos interesses de meia dúzia de famílias e contra o povo. E a realidade é que após quarenta anos do dito “desenvolvimento” não há trabalho para os nossos jovens e eles têm de emigrar para ganharem a vida. Isto não é desenvolvimento”, insiste o BE.
Quando o secretário da Educação assume “uma redução substancial de alunos” nos próximos anos, disse o dirigente Paulino Ascensão, “está a admitir que não tem ideias para contrariar essa tendência, não tem vontade ou capacidade para pensar formas de inverter o rumo. Entende a política como actividade subsidiária dos interesses privados e mera gestão das circunstâncias que não quer ou não sabe contrariar. Demite-se de procurar transformar a realidade, desistiu já de procurar construir um futuro melhor nesta Região”, referiu o bloquista.
Paulino Ascensão comenta que Jorge Carvalho “parece ficar feliz por poder extinguir mais algumas escolas e dispensar muitos mais professores. Poupanças que lhe permitirão apoiar mais uns quantos negócios privados. Não se vêm medidas nem ideias neste Governo que criem esperança num futuro melhor, com melhores empregos e condições de vida que permitam constituir família e ter filhos, por isso a população e o número de crianças diminui. Ou o Sr Secretário nem se dá conta de como a sua afirmação é um reconhecimento da própria incompetência ou acredita que somos todos tolos”.
O BE critica que o que se vê é “os membros do governo fazer apologia do trabalho escravo, do emprego sem direitos nem horários, que os jovens não devem esperar ter tempo disponível para o lazer ou para a família. Quando se aponta a legislação do trabalho e o exercício do direito à greve como obstáculos à economia, quando se insiste na privatização de serviços essenciais como a saúde ou a educação, então a redução da população é mais que o efeito da incúria dos governantes, passa a ser um efeito desejado de políticas perversas que sacrificam a maioria da população para satisfazer os interesses de apenas alguns”-