Listas de espera com 16.398 para cirurgias, 41.018 para consultas de especialidade e 16.007 para exames

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O JPP reuniu-se com responsáveis do SESARAM.

As listas de espera, para consultas e cirurgias, no Serviço Regional de Saúde, continuam longas. Esta conclusão foi tirada de um encontro entre o partido Juntos pelo Povo e responsáveis pelo SESARAM. Os números não deixam dúvidas : para cirurgia passaram, em 2014, de 14 936 utentes para 16 398; as consultas de especialidade de 29 243 para 41 018 e os exames de 10 316 para 16 007, no mesmo período.

Os motivo para esta preocupante realidade prendem-se, segundo avança o JPP em comunicado, “com um maior número de sinalizações por parte dos cuidados de saúde primários”, do “próprio sistema informático que permite que a mesma pessoa esteja indicada mais do que uma vez” mas também, “com a carência de recursos humanos, técnicos e financeiros que, tal como noutros setores, condiciona a ação na prestação de cuidados de saúde”.

Segundo a nota daquele partido “esta é uma situação que, pela multiplicidade de fatores, exige uma gestão controlada, responsável e concertada entre todos os intervenientes e da própria REDE, que permita responder às reais necessidades da população. “O Conselho de Administração teve o cuidado de frisar, exatamente, os resultados que estão a ser obtidos, por exemplo, com o PRC (plano de recuperação de cirurgias)” mas que, no entendimento do JPP continua a ser claramente insuficiente, tal como demonstram os números apresentados nas listas de espera.

O JPP lembra que “após um pedido de documentação à Secretaria Regional da Saúde, solicitado pelo JPP, referente às listas de espera para cirurgias, consultas de especialidade e exames complementares de diagnóstico, no passado dia 7 de novembro, o Conselho de Administração do SESARAM, E.P.E. propôs uma reunião conjunta, este final da semana”.

Diz o partido que “este é um tema que se tem vindo a arrastar desde 2015 e que, inclusivamente, foi objeto de solicitação por parte da Comissão de Inquérito a decorrer na ALRAM, mas cujas informações nunca tinham sido satisfeitas.