
A secretaria regional do Ambiente e Recursos Naturais deu conta, hoje, que “uma equipa do Corpo de Vigilantes da Natureza do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza (IFCN) localizou e apreendeu, esta manhã, três covos ilegais que estavam localizados no interior da Reserva Natural Parcial do Garajau”.
Numa nota enviada à comunicação social, revela aquela secretaria que “seguindo as indicações de uma denúncia particular, a equipa de serviço efetuou uma busca em mergulho de apneia, vindo a localizar os três covos a aproximadamente 10 metros de profundidade”, acrescentando que “não sendo possível identificar os autores materiais da infração, o material recolhido será agora destruído, assegura a mesma nota do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza”.
Segundo nota do IFCN, os covos são “armadilhas”, com engodo, utilizadas para a pesca, atividade que é expressamente proibida na Reserva do Garajau.
A Reserva Parcial do Garajau foi criada em 1986 e estabelece uma área protegida marítima, que vai desde a Ponta do Lazareto à Ponta da Oliveira, entre a linha da preia-mar e a batimétrica dos 50m a Sul, nunca a menos de 600 m da costa.
A mesma nota da secretaria de Susana Prada, lembra que “toda a área de Reserva é permitido o mergulho amador e as atividades náuticas com caráter desportivo não motorizadas, sendo proibido a colheita, captura, abate ou detenção de exemplares de seres vivos, bem como a destruição dos seus habitats naturais; o abandono de detritos ou lixo; o lançamento de águas provenientes de lavagens de embarcações, bem como, de águas residuais de uso doméstico e com uso de detergentes, no mar ou no solo; a prática de atividades ruidosas; o exercício de quaisquer atividades de pesca, comercial ou desportiva; a caça submarina; o uso de qualquer tipo de rede; a navegação com embarcação motorizada”.
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