O PAN Madeira reagiu à notícia veiculada pelos órgãos de comunicação madeirenses de que a Câmara Municipal de Machico permitiu novamente a instalação de um circo, ao Sítio da Água de Pena (debaixo do aeroporto), que exibirá, nomeadamente, lamas, camelos, bisontes americanos e hipopótamos.
“(…) as sociedades civilizadas estão progressivamente a proibir a exibição de animais selvagens nos circos (à semelhança do que aconteceu, por exemplo, a nível autárquico, com a Câmara Municipal do Funchal) por força da crescente sensibilização das pessoas comuns, que recentemente perceberam que uma vida inteira de cativeiro, de trabalhos forçados e da imposição de malabarismos infantis, lhes provoca sofrimento, e lhes retira a dignidade da sua própria condição, numa atitude de total falta de respeito e de completa ausência de ética por estes animais e por estas espécies em geral”, refere o partido das Pessoas, Animais, Natureza,
Por outro lado, salienta esta formação política que a Assembleia da República foi sensível ao sentimento dos seus representados sobre esta questão ao ter aprovado na especialidade um diploma, que após um período necessário transitório, acabará definitivamente com a exibição de animais selvagens nos circos em Portugal.
Por isso, o PAN Madeira veio “repudiar frontal e totalmente a permissão da Câmara Municipal de Machico ao permitir a instalação na sua autarquia de um circo que exibirá este tipo de animais, ao arrepio do sentimento geral, e da lei (já quase aprovada, e em vigor), prestando desta forma, de modo incompreensível, um péssimo serviço à causa animal”.
O partido exorta a Câmara Municipal de Machico a reverter esta situação, e, que embora não impedindo a vinda do circo, “proíba, isso sim, que tragam e exibam qualquer tipo de animal selvagem no âmbito do seu território autárquico, demonstrando assim uma atitude animal ética e indo ao encontro a um caminho civilizacional que se quer mais digno por parte da espécie humana”, reza o comunicado assinado pelo dirigente João Henriques de Freitas.
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