Escolas da RAM treinaram ontem procedimentos em caso de sismo

De acordo com uma informação da Secretaria Regional da Educação da Madeira, ontem, dia 5, pelas 11h05, realizou-se nos estabelecimentos de ensino da RAM um exercício de simulacro de sismo, intitulado ‘A Terra Treme’. A iniciativa, promovida à escala nacional pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), procura alertar para o risco sísmico e para a importância de comportamentos simples, mas que podem salvar vidas, que os cidadãos devem adoptar nessa particular situação de risco.

A SRE e o Serviço Regional de Protceção Civil, pelo seu projecto de parceria ‘Educação para a Segurança e Prevenção de Riscos’, divulgaram e dinamizaram este exercício a nível regional, refere uma nota de imprensa. Esta acção insere-se na lógica deste projecto, que trabalha as questões de cidadania associadas aos riscos naturais e tecnológicos, “e onde os docentes com o cargo de delegados de segurança têm um papel fundamental na promoção de uma crescente cultura de segurança na comunidade escolar”.

Participaram nesta iniciativa a maioria das escolas da Região, de vários níveis de ensino, públicas e privadas, treinando os comportamentos correctos a adoptar no caso de um sismo, e registando esse momento com vídeos e fotos. O exercício durou um minuto, durante o qual os participantes executaram os três gestos que salvam: BAIXAR, PROTEGER e AGUARDAR. Após o sismo, os elementos da comunidade escolar que se encontravam no interior do edifício dirigiram-se para o exterior pelos caminhos de evacuação, e procuraram um local amplo, sem risco de queda de estruturas.

“Embora na Região não exista actividade sísmica relevante, muitas zonas do globo são propensas a sismos e Portugal é um território com zonas particularmente sensíveis a este risco, nomeadamente a zona de Lisboa – a segunda cidade europeia com o maior risco sísmico. Um engenheiro sísmico que se associou à ANPC nesta iniciativa referiu que a questão não é «Se vai acontecer?», mas sim «Quando vai acontecer?». Chamou a atenção que, quando acontecer, a população deverá estar preparada e sensibilizada para a melhor forma de proceder, pois «só assim se poderão salvar vidas», assevera”, refere o comunicado da SRE.