PS-M diz que o Governo Regional recebeu os 30 milhões para a recuperação dos incêndios de 2016 e só executou 924 mil

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Victor Freitas diz para o PSD não confundir “com a estratégia gizada por Miguel Albuquerque e Passos Coelho, cujo objetivo foi afastar Alberto João Jardim do poder”.

O grupo parlamentar do PS Madeira veio hoje a público criticar o facto de ter sido notícia um eventual atraso, por parte da República, de cerca de 30 milhões de euros para os apoios às vítimas dos incêndios de 2016, sendo que, confrontado com essa situação, Marcelo Rebelo de Sousa, que está de visita à Região, prometeu “averiguar”.

A leitura do PS-M é outra, lembrando que “os fatídicos incêndios de 2016 causaram milhões de euros de prejuízo à Região e o Governo da República prontamente disponibilizou-se para ajudar a Madeira, como é do conhecimento público”, referindo que “desta verba há dinheiro para a consolidação de escarpas, medidas de segurança às populações e verbas para equipamentos de proteção civil para os bombeiros”.

Segundo o PS-M, não houve atraso de transferência, mas sim um mau aproveitamento das verbas: ” Governo Regional tem sido incompetente em relação à utilização dos 30 milhões de euros disponibilizados. O Governo Regional só executou 924 mil euros, ou seja, cerca de 2,8% do total da verba, até julho deste ano. Se o Governo PSD mantiver a atual taxa de execução, levará 70 anos a gastar os 30 milhões de euros”.

Num texto assinado por Victor Freitas, o líder parlamentar socialista, diz-se que “é entendimento do PS que o Governo PSD está a executar pouco com o objetivo de culpar o Governo da República. Esta situação é gravíssima, porque há um governo que está prejudicando as vítimas dos incêndios só com objetivos eleitorais, o que é vergonhoso a todos os níveis”, considerando “gravíssimo tentar iludir o senhor Presidente da República em relação a esta matéria. Mas nós confiamos que o senhor Presidente da República irá se inteirar sobre esta matéria de forma cabal, como tem sido a sua imagem de marca”.

O socialista aponta, ainda, “a estratégia de inventar conflitos institucionais para tentar virar madeirenses contra o Governo do PS na República não é nova, só convence quem anda distraído. Esta estratégia está a ser encetada pelo Governo PSD-M com objetivos político-partidários, instrumentalizando os órgãos de Governo próprio e a Autonomia ao serviço de um partido. Quem assim age demonstra falta de respeito pela Autonomia e pela inteligência dos madeirenses; O PSD que não confunda com a estratégia gizada por Miguel Albuquerque e Passos Coelho, cujo objetivo foi afastar Alberto João Jardim do poder, utilizando para isso o Plano de Ajustamento Económico e Financeiro, sacrificando os madeirenses, para satisfação de Miguel Albuquerque no seu assalto ao poder, dentro e fora do partido. A estratégia utilizada levou a que a Madeira atingisse a soma astronómica de 25.000 desempregados, a que 15.000 tenham saído para as terras de emigração, a falências em catadupa, ao aumento exponencial da pobreza na Madeira, etc. Esta estratégia foi colocada a nu pelo próprio Alberto João Jardim em sucessivas declarações”.