PCP defende total controlo público da TAP para a mobilidade a que os madeirenses têm direito

O PCP defendeu hoje a completa reversão do processo de reprivatização indirecta do capital social do Grupo TAP. “Só através de um completo controlo público da TAP se poderá concretiza uma nova política de mobilidade a que temos direito”, considerou o dirigente regional Edgar Silva.

Conforme referiram os comunistas hoje, “recentemente, através de declarações de responsáveis da TAP na ALRAM, tornou-se ainda mais claro para quem está na Região, e aos olhos do país, que a TAP não reúne as condições necessárias para contribuir para uma justa política de mobilidade a que deveriam ter direito os residentes na RAM”.

Analisando as declarações prestadas na ALRAM por Antonoaldo Neves, os comunistas concluem que não existem acrescidos deveres daquela companhia quanto à prestação de serviço público nas ligações entre a Madeira e o Porto Santo e o resto do País.

Os últimos anos caracterizaram-se por um longo processo de desestabilização da TAP, opina o PCP. “Um processo que implicou diversas tentativas de privatização lançadas quer por Governos PSD/CDS, quer PS. Foram anos marcados por uma sucessão de mentiras e chantagens, a alimentar uma permanente campanha de desvalorização da TAP, ao mesmo tempo que a tentavam oferecer ao grande capital”.

Apesar de tudo, salientam os comunistas, na nova fase da política nacional, na presente Legislatura, sobretudo por iniciativa do PCP, foi possível travar a privatização e recuperar parte do controlo público sobre a TAP. Mas, como as recentes declarações dos responsáveis máximos pela TAP no Parlamento da Madeira o confirmam, é urgente ir mais longe. É preciso que a TAP deixe de estar subordinada a interesses não vinculados aos deveres de serviço público, defendeu Edgar Silva.

“É preciso construir um Novo Rumo, um outro caminho para a resolução dos problemas da TAP. Um caminho assente numa gestão pública, totalmente vinculada aos interesses nacionais. É urgente inverter uma política fixada no objectivo de uma gestão privatística do Grupo TAP e antes considera-lo como o activo estratégico que é, e reformular a TAP de todas as formas necessárias. É tempo de mudar de rumo”, concluiu.