Negociação com credores foi feita pelo Executivo da Câmara do Porto Santo e não pela oposição, esclarece gabinete de Idalino

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Executivo de Idalino esclarece que as negociações com os credores, que permitiram poupar 400 mil euros, não foram feitas pela oposição.

A Câmara do Porto Santo acusa o Movimento Mais Porto Santo e a oposição, em geral, de comportamento leviano ao “querer imputar a si os créditos alheios e confundir a opinião pública”. Tudo porque José António Castro considerou ter parte, por ter votado a favor, no processo que a Autarquia liderada por Idalino Vasconcelos anunciou sobre as negociações que levaram à redução de 400 mil euros em processos judiciais, resultante de negociações com credores.

Numa posição sobre as declarações de Castro, a Autarquia da ilha dourada refere que “depois de uma reunião pública de Câmara Municipal, com a presença massiva de munícipes, onde a própria oposição, quer o PS, quer o MAIS reconheceram e felicitaram o Executivo por ter conseguido chegar a bom porto nas negociações com os credores e que, como todos sabiam, a Câmara Municipal estava condenada a pagar uma série de indemnizações, vem o referido movimento de cidadãos, liderado pelo Vereador Castro, publicar um comunicado que acusa Câmara Municipal de “cumprimentar com chapéu alheio”.

Diz a nota da Câmara ser certo que “a ratificação do acordo com a empresa Farrobo foi devidamente aprovado, em órgão de Câmara, com os votos dos vereadores do PSD e do MAIS e com a abstenção do Partido Socialista”,  recordando, ainda, que “foi feito um acordo para pagamento faseado, em dez anos com uma taxa de juro reduzida. Nos dois processos com a Farrobo, o acordo firmado permitiu uma poupança à edilidade no valor de 194.431.87€. ”

Explica o gabinete de Idalino que, por outro lado, o acordo com a Arlindo Correia & Filhos SA, (ACF), lembrando que “o Município foi condenado a pagar a quantia de Eur: 825.644,03€ e fruto da negociação com aquela empresa, o Executivo conseguiu poupar o montante de € 170.000,00.”Neste processo, esclarece a Autarquia, “ambos os partidos da oposição não tiveram intervenção”.

“Todo o trabalho de negociação com os credores foi feito pelo Executivo da Câmara composto por Idalino Vasconcelos e Pedro Freitas e não, como se diz e se quer fazer passar, pela oposição. Noutros processos de menor expressão financeira, o Município negociou ou ganhou nestes onze meses, ações no valor de 95 mil euros.  Quem beneficia com ambos os acordos é o Município, o Porto Santo, bem como todos os porto-santenses e todos aqueles que em nós depositaram a sua confiança”.