Polícias dizem “BASTA” ao Governo, convocam manifestação para quarta-feira e denunciam falta de material e de agentes

policia transferido
O Sindicato  exige o pagamento dos suplementos que “foram ilegalmente retirados aos policias quando se encontravam de férias”.

Os polícias estão fartos de esperar e nada. Sem resposta do Governo, decidiram-se pela manifestação, a 26 de setembro, junto ao Ministério das Finanças, para exigir o que lhes é devido, como avança um comunicado do Sindicato Independente dos Agentes de Polícia, que tem vindo a desenvolver ações em conjunto com outra estrutura sindical, a ASPP/PSP. Em causa está o pagamento dos suplementos que foram ilegalmente retirados aos Policias quando se encontravam de férias.

Numa posição pública, o SIAP exige que o Governo da República cumpra “o Acórdão emanado pelo Supremo Tribunal Administrativo (STA), no pretérito mês de Março.
O SIAP/PSP e a ASPP/PSP fizeram a entrega das solicitações individuais dos seus
associados, junto da Direção Nacional da Polícia de Segurança Publica, dando um prazo
razoável para que a ordem emanada do STA fosse cumprida, sem que tal tivesse acontecido, tendo dado sido dado conhecimento da decisão do Supremo a todos
os grupos parlamentares”.
Face ao impasse, após reunião com a ASPP/PSP, o executivo do SIAP/PSP, decidiu, de forma unânime, que é tempo de dizer «BASTA». E a manifestação desta próxima quarta-feira é um passo no descontentamento, que pode resultar, ainda, no recurso ao próximo congresso do EUROCOP (Confederação Europeia de Policia), que se realiza no final de Outubro na cidade de Vilnius, do qual este sindicato faz parte, sendo membro Permanente, “para que seja dado conhecimento às instâncias europeias desta ilegalidade levada a cabo pelo governo”.
O Sindicato considera que “não deixa de ser vergonhoso que exista a separação de poderes numa república democrática e dos Juízes do Supremo Tribunal Administrativo dar razão aos Polícia o governo não acate a ordem”, lembrando, também, que a PSP”está a viver uma fase muito complicada tanto a nível material (desde falta de
viaturas, rádios e instalações degradadas há muitos anos), mas também a nível de recursos humanos, o que tende a agravar-se, basta ver o que se esta a passar em grande parte dos comandos do País, em que basta existir alguma alteração fora do normal que os comandantes tem necessidade de cortar folgas aos elementos, demonstrando assim a fragilidade e falta de recursos humanos”.
Outro assunto que leva igualmente a esta concentração de polícias, prende-se com a quilo que o SIAP considera ser uma “demora da publicação da lista dos polícias que aguardam a passagem á pré-aposentação, é tempo de cumprir o Estatuto, de cumprir a lei, e segundo o estatuto da Polícia de Segurança Pública este ano deverão ir 800 polícias para a pré-aposentação, no entanto os policias que neste momento reúnem mais que
condições para passar á pré-aposentação, continuam a aguardar, e é tempo mais que
suficiente para ser publicada a lista e tranquilizar quem já de si deu o que devia em prol da Policia de Segurança Publica, e da sociedade portuguesa”.