CDS-M propõe passe social único e diz que é “vergonhoso e obsceno” pagar 72 euros para Machico e 124 euros para Santana

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José Manuel Rodrigues desafia o Governo a aprovar a proposta do CDS-M.

Um passe social único, duas tarifas: 30 euros para o Funchal, 50 euros para os restantes concelhos. Uma proposta do CDS Madeira para colocar como desafio ao Governo Regional, no sentido de incluir a medida no Orçamento para 2019. O Governo, por Miguel Albuquerque, já tinha vindo a público anunciar passes mais baratos para todos, o que é interpretado como uma ideia que seguiu a estratégia do CDS, que para o efeito já tinha solicitado reuniões com as empresas de transporte público e reunido com a Empresa de Automóveis do Caniço.

“É uma exorbitância, é vergonhoso e obsceno pagar 88 euros por um passe social para o Curral das Freiras, 72 euros para Machico, 92 euros para a Calheta e 124 para Santana”, exemplificou o deputado e presidente do CDS, José Manuel Rodrigues. “Isto é, os trabalhadores madeirenses, de alguns concelhos da Região, dos mais distantes do Funchal, pagam pelo passe social um valor superior ao que paga o madeirense que se desloca a Lisboa ou Porto.”

O CDS-M lembra que “durante o fim-de-semana, o presidente do Governo Regional veio anunciar passes sociais mais baratos para todos, mas sem concretizar valores concretos”, José Manuel Rodrigues desafia o PSD e o executivo regional “a aprovarem a proposta que o CDS já apresentou na Assembleia Regional”.

O “Passe Social Único” não anula a atribuição de outros passes sociais já existentes, nomeadamente o “passe social invalidez”, “passe social sénior”, “passe social pensionista”, “passe social combinado”, entre outros. No entanto, os utentes dos transportes públicos podem optar sempre pelo passe que melhor lhes convier.