BE defende medidas transformadoras para os transportes públicos rodoviários

O Bloco de Esquerda comentou ontem o tema dos transportes públicos rodoviários e o custo excessivo dos passes sociais na Madeira, dizendo que já chamou a atenção para este problema em Julho, quando alertou para o exagero que é uma pessoa gastar um terço da sua remuneração mensal em passes, no caso de combinar um passe de fora do Funchal com outro passe para o Funchal.

Em Lisboa, diz o BE, o presidente da Câmara lançou o debate com a proposta de limite máximo de 40 euros para os passes combinados nos transportes públicos. A Estónia avançou com uma política ainda mais avançada de transportes públicos gratuitos.

Porém, diz o Bloco, o Governo Regional do PSD “demite-se das suas responsabilidade e fica à espera que Lisboa pague a factura de eventuais medidas, quando a Madeira tem Autonomia e os transportes públicos são competência regional. Reduzir o preço dos transportes – dos passes em especial – implica um esforço do Orçamento da RAM, que tem efeitos positivos para a economia: o rendimento disponível das famílias aumenta; reduz a importação de combustíveis; diminui o congestionamento do trânsito, o stress e a poluição; melhora a saúde e a produtividade no trabalho. E são benefícios para os madeirenses que justificam o investimento do Governo Regional”, refere o partido.

“Mas a Autonomia para o PSD”, critica o comunicado, “só serve para favorecer os negócios dos donos da Madeira, quando se trata de beneficiar o povo, o PSD fica à espera que seja Lisboa a pagar a conta”.

“Não é só o preço que importa para haver maior recurso ao transporte público, há que modernizar as frotas, integrar as redes e a bilhética, melhorar a informação. Tudo previsto no PIETRAM – Plano Integrado Estratégico dos Transportes da RAM, mas que não sai do papel, pois o governo tem outras prioridades, que não o bem estar da população”, acusam os bloquistas.

O Bloco de Esquerda apresentou na Assembleia Regional um projecto de resolução que visa atribuir à HF a exploração de toda a rede de transportes públicos da Madeira, como modo mais eficaz de atingir os objectivos do PIETRAM e de salvaguardar a qualidade dos serviços de transporte prestados e dos empregos nesta actividade – ou seja, para uma melhor qualidade de vida para os madeirenses. Porque os serviços públicos existem para satisfazer os seus utentes e não as expectativas de lucro dos agentes privados, sublinha.


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