CDS Madeira reage a entrevista do administrador da TAP com “a mais veemente condenação”

O presidente da Comissão Política do CDS/M, Rui Barreto, reagiu a uma entrevista do administrador da TAP, Antonoaldo Neves, considerando que a mesma “deixou algumas evidências, que não podem deixar de merecer uma forte oposição política do CDS Madeira”.

Em primeiro lugar, o administrador da TAP, empresa que é, recorde-se, detida em 50% pelo Estado Português, “mostra clara preferência pelos Açores em detrimento da Madeira, parecendo cumprir a cartilha do Governo PS, que continua a tratar mal os Madeirenses para tentar implementar, nesta Região, um projecto político mais do agrado do primeiro-ministro, António Costa”.

Esta posição merece, pois, “a mais veemente condenação do CDS, que lembra ao administrador da TAP que não existem portugueses de primeira e de segunda. Existem portugueses e alguns, vivem na Região Autónoma da Madeira, merecendo o mesmo respeito e consideração daqueles que habitam os Açores ou o território continental”.

Em segundo lugar, Antonoaldo Neves classifica na dita entrevista como “módicos” os preços cobrados pela transportadora, nas viagens entre a Madeira e o continente português. Esta afirmação levanta, no CDS Madeira, uma enorme perplexidade e uma preocupação: o administrador da TAP não parece estar disponível para rever a política de preços praticados e que vem contribuindo para asfixiar a economia regional, tendo implicações directas na quebra do turismo e tornando muito mais complexa a garantia de cumprimento do princípio constitucional da continuidade territorial, referem os centristas em comunicado.

A postura do administrador da TAP, a este respeito, “é absolutamente inadmissível, merecendo um firme protesto quer do Governo Regional, quer do ministro da tutela, quer do administrador não executivo da transportadora, Bernardo Trindade, que também ocupa funções de relevo no PS-M. Se nenhum deles agir, o CDS fá-lo-á, através da apresentação de um voto de protesto na Assembleia Legislativa da Madeira”, promete Rui Barreto.

O CDS Madeira termina voltando a pedir acção, quer ao Governo da República, quer ao Governo da Região. É fundamental rever o subsídio de mobilidade, em benefício dos madeirenses e de forma a impedir a arbitrariedade da transportadora aérea nacional, aponta.

“É ainda da máxima urgência que o Terreiro do Paço comece a tratar a Madeira com o respeito que os Madeirenses merecem, não trocando os seus deveres constitucionais pela tentativa de imposição de um projecto político, qualquer que seja ele”, dizem.

 


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