Confiança diz que Plano de Mobilidade é de “vanguarda” e PSD anuncia que há corte na circulação de carros anteriores a 2001 e sobem preços dos estacionamentos

Coligação CMF
Confiança: “Os objetivos são ambiciosos: reduzir a utilização do automóvel, consolidar a rede pedonal na Baixa da cidade, aumentar a oferta de transporte público e aumentar a distribuição modal da bicicleta”.
PAMUS PSD Câmara
PSD: “Vai criar um tampão da quota 40 para as zonas mais baixas da Cidade, que irá impedir a entrada de veículos de matrícula anterior ao ano de 2001”.

O vereador Bruno Martins, que tutela a Mobilidade Urbana na Câmara Municipal do Funchal, destacou o facto de “o Funchal estar mais uma vez na vanguarda do que de melhor se faz na Região em termos de estratégia e planeamento. Somos o primeiro concelho da Madeira a aprovar um Plano para a Ação de Mobilidade Urbana Sustentável. O PAMUS foi aprovado pela Assembleia Municipal. O PSD diz que esse plano vai impedir a circulação no centro da cidade a automóveis anteriores a 2001. Duas formas distintas de ver o Plano.

O vereador a Confiança lembra que “até 2023, os objetivos são ambiciosos: reduzir a utilização do automóvel, consolidar a rede pedonal na Baixa da cidade, aumentar a oferta de transporte público e aumentar a distribuição modal da bicicleta”. Bruno Martins sublinhou, igualmente, “a capacidade multidisciplinar do PAMUS, que abarca
o sistema de transportes, os usos do solo, o estacionamento, o espaço público e a rede
viária, entre outros. O plano relaciona-se, igualmente, de forma direta, com outros
instrumentos estratégicos de Planeamento, nomeadamente no Plano Diretor Municipal do Funchal (PDM), que também aprovámos no fim do ano passado, pressupondo ainda uma coordenação entre os diversos agentes privados envolvidos no sistema de mobilidade. Será o PAMUS, a partir de agora, a ditar o futuro do Funchal em termos de mobilidade urbana eficaz e sustentável, planeada para residentes e turistas, promovendo um espaço público mais atrativo, mais acessível, mais inclusivo e mais seguro para todas as pessoas.”

Já o PSD, veio a público dizer que este plano, no fundo, “vai impedir a entrada de veículos com matrícula anterior ao ano de 2001 na baixa do Funchal, através do Plano de Ação para a Mobilidade Urbana Sustentável (PAMUS)”. Isto mesmo foi apontado pelo deputado municipal do PSD após a Reunião de Assembleia de Câmara. “Este plano tem várias questões com as quais não concordamos. Em primeiro lugar, vai criar um tampão da quota 40 para as zonas mais baixas da Cidade, que irá impedir a entrada de veículos de matrícula anterior ao ano de 2001”, disse Alexandre Carvalho da Silva, alertando que as pessoas que não tenham recursos financeiros para adquirir automóveis mais recentes não poderão circular no centro.

Em relação ao estacionamento, o deputado social-democrata referiu que a política do executivo da CMF vai no sentido inverso da recomendação do PSD, que visa isentar os estacionamentos aos fins-de-semana de forma a incentivar o comércio e a economia do centro da Cidade. O PAMUS implica “aumentar significativamente” os estacionamentos de superfície no Funchal que atualmente é de 1,64 euros à hora e imaginemos que poderá passar para os 3 euros. Ou seja, o preço do estacionamento vai aumentar e o número de estacionamentos vai diminuir, com as pessoas a terem que estacionar na periferia ou em centros comerciais, explicou Alexandre Carvalho da Silva, sublinhando que esta “não é uma Cidade inclusiva” que se pretende, pois “não permite que pessoas com menos recursos acedam ao centro da Cidade.”

Dizendo que este Plano de Mobilidade da Autarquia funchalense é uma réplica daquilo que é aplicado em Lisboa, o deputado do PSD sublinha que o PAMUS está completamente desadequado à realidade do Funchal e à orografia do Concelho