PTP comenta início da ligação do ferry com Portimão


O PTP comentou a estreia do tão revindicado navio ferry, que ontem fez a sua viagem inaugural entre o Funchal e Portimão, observando que a mesma aconteceu com uma ocupação de apenas de 14%, sendo que a ocupação prevista não vai para além dos 15%.

“Todas as notícias na imprensa apontam para o fracasso da linha. Agora perguntamos se de facto não há interesse ou se existem forças empenhadas em fazer com a operação não seja apetecível?”, questiona o partido, acrescentando que há que considerar que nem sempre a pressão eleitoral é boa conselheira: “Por vezes é melhor admitirmos à população que analisado o custo/beneficio, as promessas feitas não são exequíveis, do que insistir e investir milhões num projecto reservado ao fiasco”, conclui.

Raquel Coelho diz que que desde o começo este processo ficou “manchado, por envolver o grupo económico que menos interesse tinha em que operação ferry se concretizasse, até porque fazia concorrência directa aos seus próprios navios (…)”.

Por outro lado, comenta, o próprio caderno de encargos era questionável, com condições limitativas para o transporte de mercadorias, com taxas portuárias caras. O PTP considera que “não é de admirar a fraca adesão quando a operação só ficou concretizada em cima da hora, o que para a compra de bilhetes é um factor limitativo”.

No final da análise, admite o PTP, “não conseguimos ser conclusivos em relação ao ferry, porque no meio deste enredo não conseguimos saber se o fracasso do ferry ocorre por razões intencionais ou porque de facto não é um meio de transporte desejado pelos madeirenses e porto-santenses”.


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