MPT acusa Câmara do Funchal de querer acabar com os arraiais religiosos

O Partido da Terra emitiu um comunicado responsabilizando a Câmara do Funchal por alguma confusão no que diz respeito à organização de festas religiosas nas paróquias do concelho do Funchal.

“A Câmara Municipal do Funchal com a recente tomada de posição, quer responsabilizar os Párocos e as comissões de festas pelas eventuais ocorrências que possam acontecer no arraiais, mesmo aquelas que acontecem na via pública, sacudindo assim a água do seu capote para cima dos Párocos e Comissões de Festas, vieram assim com esta reles medida afastar da organização destes arraiais as pessoas que de forma voluntária colaboravam com os Párocos. Tal medida vem tornar mais difícil a manutenção das festas religiosas em algumas paróquias da cidade”, revela.

“Como se não bastasse esta medida, vem agora a CMF, promover/realizar arraiais nas paróquias na mesma data e hora, a uma distância de 500 metros da Igreja Paroquial, dispersando assim as pessoas de uma festa a outra, é exemplo disto o que vai acontecer, já no próximo fim-de-semana, na paróquia dos Álamos, onde a CMF, organiza um arraial a menos de 500 metros da Igreja, oferecendo um cartaz de espectáculos e variedade com os quais a paróquia não pode competir”, exemplifica.

O MPT Madeira é a favor destes eventos, contudo entende que este executivo poderia optar por outras datas nos meses de verão, nomeadamente, antes ou após as celebrações religiosas, dando assim a possibilidade dos paroquianos dos Álamos e arredores poderem desfrutar e participar nos dois eventos.

“Não podemos ignorar que a CMF tem meios financeiros que uma paróquia não possui, tem a participação dos centros comunitários, dos ginásios, de diversos grupos e associações da cidade, e até da empresa municipal SocioHabitaFunchal e tem a participação de diversos artistas, levando a que haja maior afluência das pessoas ao arraial promovido pela Câmara, afastando deste modo as pessoas das festas da paróquia”, diz.

O MPT Madeira apela aos párocos uma tomada de posição pública em relação a esta matéria, pois o que a Câmara está a fazer e que também já vêm sendo feito por algumas Juntas de Freguesia, põe em causa, no seu entender, a continuação cultural e religiosa das festas e arraiais paroquiais.