Bloco de Esquerda denuncia “assédio moral” dos estivadores do Caniçal

 
 
O Bloco de Esquerda-Madeira inteirou-se na manhã de hoje das preocupações dos estivadores dos portos da Madeira, numa reunião mantida com com uma delegação do SEAL – Sindicato dos Estivadores e das Actividades Logísticas, que representa a maioria dos estivadores do porto do Caniçal. 
 
A principal queixa do estivadores, diz o Bloco, é o assédio moral persistente sobre os trabalhadores sindicalizados, a falta de um contrato colectivo de trabalho que respeite a Lei e a arbitrariedade da entidade patronal (ETPRAM) na colocação dos trabalhadores pelos turnos, tendo em vista a redução da remuneração dos estivadores sindicalizados. 
 
“Há uma prática discriminatória de preferência pelos trabalhadores não sindicalizados, aos quais são atribuídos muitos mais turnos que lhes proporcionam remunerações mensais de cerca de 1.300 euros. Aos estivadores sindicalizados são atribuídos o número mínimo de onze turnos mensais, de modo a que estes não aufiram mais que o salário mínimo nacional. É um castigo pela ousadia de se terem sindicalizado e um atentado à liberdade sindical”, denuncia o BE.
 
Os delegados sindicais, acusa este partido, são alvo ainda de processos disciplinares, como tentativa de os inibir de prosseguirem a actividade sindical. O sindicato pretende um novo acordo colectivo de trabalho que acabe com esta discriminação e faça com que os trabalhadores sejam tratados com isenção.
 
“Verifica-se ainda o recurso a trabalhadores de outras profissões, como mecânicos por exemplo, que são chamados a substituir os estivadores sem formação nem experiência a manobrar gruas e outros equipamentos, com prejuízo para a rapidez e sobretudo para a segurança das operações, com o intuito de castigar os estivadores sindicalizados”, denuncia ainda o Bloco.