Cafôfo “prepotente” com a Junta do Monte e Câmara de “má fé” ao não levantar embargo da Ponte Nova, acusa Rubina Leal

Rubina Leal CMF 14 de junho 2018
Rubina Leal diz que Cafôfo revela “prepotência e irresponsabilidade” no diferendo que opõe a Junta de Freguesia do Monte à Câmara.

Rubina Leal, vereadora do PSD na Câmara do Funchal, acusou Paulo Cafôfo de assumir uma postura de “prepotência e de irresponsabilidade” para com a presidente da Junta de Freguesia do Monte, referindo-se ao diferendo entre os dois orgãos relativamente à limpeza do caminho que liga o Largo da Fonte à Igreja do Monte. A Câmara diz que a limpeza cabe à Junta, esta diz que nunca foi assim, apesar de estar no contrato programa, e que o percurso faz parte do Parque Leite Monteiro, cuja limpeza global é da Câmara Municipal.

A vereadora do PSD reage ao facto de ainda não ter sido assinado o contrato programa com aquela Junta, sublinhando que este comportamento do presidente da Câmara tem revelado “prepotência e alguma chantagem”. Além disso, refere que “não se consegue perceber qual tem sido a intervenção da Câmara no Parque Leite Monteiro, sabemos que já foram gastos cerca de 300 mil euros na manutenção de todo o parque arbóreo, mas não conseguimos perceber o que se pretende no processo de requalificação do Largo da Fonte”.

Rubina Leal diz ser “importante que a Câmara dê conhecimento do que fez no Largo da Fonte. E o que sentimos, junto da população, é um clima de insegurança, dos moradores e dos comerciantes, relativamente ao Parque Leite Monteiro”.

Recorde-se que o assunto foi abordado esta semana pelo Funchal Notícias, com declarações da presidente da Junta, Idalina Silva, a referir não fazer sentido que aquele percurso seja integrado na manutenção da Junta quando faz parte do Parque Leite Monteiro, revelando ainda que não recebe qualquer verba da Câmara desde Março, um “braço de ferro” que não tem fim à vista.

A vereadora falou, também, da classificação das três pontes do Funchal, lamentando que a Câmara não tenha levantado o embargo da Ponte Nova, uma atitude de “má fé”, sendo que o Governo tem um projeto e a Câmara está a fazer outro, “que pelos vistos parece coincidente com o do Governo”.