Processo de cultura in vitro do pinheiro manso apresentado a 9 de maio na UMa

A Universidade da Madeira, através do Banco de Germoplasma ISOPlexis, vai realizar no dia 09 de maio uma conferência, aberta ao público em geral, intitulada “Porquê biotização? A história de como ultrapassar a recalcitrância”.

Segundo uma nota de imprensa hoje divulgada, a conferência terá lugar na Sala do Senado, no piso – 2 do Campus da Penteada, a partir das 16h00, e será proferida pela Prof.ª Doutora Amely Zavattieri, investigadora do BG ISOPlexis.

O objetivo é apresentar o processo de cultura in vitro do pinheiro manso (Pinus pinea L.) para obtenção de clones destinados a produção de pinhão, com elevados parâmetros de qualidade.

Nesta iniciativa, inserida no âmbito do Ciclo de Conferências ISOPlexis, serão abordados os aspetos relacionados, com as dificuldades na obtenção de raízes adventícias (espécie altamente recalcitrante a organogénese radicular) e as formas que foram encontradas para ultrapassar este constrangimento mediante a biotização com fungos ectomicorrízicos. Será também abordada a metodologia de biotização e a patente nacional resultante destes trabalhos, assim como os estudos bioquímicos de compostos de sinalização que ocorrem entre a planta e o fungo prévio ao estabelecimento efetivo da micorriza.

De salientar que estes trabalhos foram desenvolvidos, no âmbito da tese de doutoramento de Carla Ragonezi Gomes Lopes, investigadora do BG IOSPlexis, no Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas (ICAAM) da Universidade de Évora, orientada pela Professora Amely Zavattieri do Departamento de Biologia da Universidade de Évora.