“Há uma fação no novo PS-M que não merece a confiança e está a tentar comprar ativos do JPP”, acusa Élvio Sousa

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Élvio Sousa lança o “grito” de alerta e acusa uma “fação” no atual PS-Madeira que “é igual à maioria do PSD-M”.

O secretário geral do Juntos pelo Povo (JPP), Élvio Sousa, diz que há um grupo, dentro do PS de Emanuel Câmara, que “não garante nem confiança, nem transparência, nem isenção, ao nível do programa do JPP”, acusando essa mesma “fação” de, em relação ao Funchal, estar a tentar “aliciar ativos do JPP para engrossarem as fileiras do PS”.

Élvio Sousa reafirma, ao Funchal Notícias, declarações hoje prestadas à Antena 1 Madeira, onde dá conta dessa preocupação enquanto figura de topo da estrutura do JPP e dando expressão a uma posição colegial, já assumida pela comissão política nacional do partido.

Para já, estas acusações não colocam em causa a estratégia para o município do Funchal, onde tanto JPP como PS apoiaram a Coligação Confiança. Significam, segundo Élvio Sousa, uma tomada de posição, já manifestada ao líder do PS-M, Emanuel Câmara, mas da qual “não podem ser tiradas ilações prematuras relativamente às eleições regionais do próximo ano”.

O secretário-geral do Juntos pelo Povo passa ao “ataque”, reforçando a ideia que “o JPP não está à venda, sabe governar mas não se deixa governamentalizar no sentido da coação. Não vou apontar nomes, mas se surgir reação contrária vou mostrar nomes e provas. Não falo de cor, quando digo as coisas digo-as com responsabilidade”.

O também deputado e presidente da Junta de Freguesia de Gaula, diz, em relação ao município do Funchal, que existe uma agenda e promete que o JPP vai honrar “a palavra de quatro anos de mandato e o nosso deputado municipal vai fazer, a partir de abril, um atendimento à população num dos espaços devidamente enquadrado para o efeito e publicitado. Não existe qualquer instabilidade para o Funchal”.

O que acontece, reafirma, é que “em relação ao projeto daquilo que é o JPP, de defesa dos princípios, dos problemas reais da população, do custo de vida, há uma fação do PS-M que não merece confiança e isenção, para a resolução destes problemas. E a compra dos ativos, segundo a nossa interpretação, tem a ver com a perspetiva dessa mesma fação abrir o caminho para a sua caminhada mais livre e espontânea. Mas isso vai depender das pessoas resistirem ou não. A seu tempo, essa situação será abordada, até porque essa mesma fação está a tentar criar instabilidade numa próxima concelhia do Funchal”.

Para o secretário-geral do JPP “esta mesma fação já tinha feito uma ofensiva aquando das eleições autárquicas, relativamente à Junta de Freguesia do Caniço, com uma atitude menos correta e não isenta, que continua naquilo que compete ao município do Funchal e também no programa funcional do Juntos pelo Povo para as Regiões”.

Élvio Sousa concretiza a “falta de confiança” a que alude, em diversos setores, apontando aquilo que separa a “fação” dos princípios do JPP: “Na Saúde, defendemos a regulação do setor, quer seja do privado, quer seja do setor público. Não pode existir um assalto ao setor público para engordar o privado. Além disso, temos a matéria de transporte ou reestruturação dos portos da Região e a eventualidade de não serem cobradas, provisoriamente, taxas de infraestruturas, com reflexos nos custos dos produtos. Está visto que a essa fação interessa deixar tudo na mesma. Tembém em matéria do “ferry”, há um grupo que está interessado em deixar tudo igual”.

Pelo contexto que traça, nesta altura, olha para o quadro político e não tem dúvidas: “Faço o alerta na altura certa para que as pessoas possam avaliar. Vamos continuar a defender o povo, a defender uma economia livre e concorrencial. O JPP não vai defender mais do mesmo, para isso já basta o PSD, que prometeu uma renovação, mas que não é mais do que uma regressão. Esse grupo do PS-Madeira e um grupo maioritário do PSD-M, não merecem confiança para aqueles setores que foquei”.