Estepilha! Cirurgias canceladas por falta de medicamentos ou delírio dos médicos?

Em questões de saúde, o humor só pode ser negro. Mas as narrativas da vida real do nosso hospital já poderiam constituir o enredo de uma verdadeira tragédia grega. O mais curioso é que, a uma sucede outra, e assim sucessivamente. O Estepilha pergunta: será que é preciso chamar um D. Sebastião para salvar a saúde na Madeira?

São muitas as histórias reais que ultrapassam os gabinetes de comunicação da própria tutela, uma vez que os profissionais de saúde, saturados e incompreendidos, não escondem o seu descontentamento. E o azedume perante a falta de tudo vai-se adensando e, sobre ele, coloca-se pensos rápidos.

Ontem, qual era o enésimo  problema? Ao Estepilha, nova informação surreal que se comentava no hospital: o diretor de serviços de otorrinolaringologia do Sesaram ter-se-á  insurgido contra a falta de medicamentos para o bloco operatório. Vai daí, cirurgias canceladas. Qual o espanto? A catadupa de notícias de uma saúde doente é tal que só o Estepilha as pode gerir com… humor negro. Das duas uma: ou delírio dos médicos ou da comunicação social.

Sim, também é verdade que os telejornais também abrem com ruturas nos hospitais nacionais, que também atravessam faltas tremendas e greves dos profissionais. Mas, à escala da Madeira, o Estepilha atreve-se a sugerir: já vai sendo tempo de parar de dar Ben-U-Ron a uma doença que já se tornou resistente até aos antibióticos.