Espaço para cães na Fundoa tem “condições suficientes”, é “provisório” e há acompanhamento diário dos animais, diz a Câmara do Funchal

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Alguns leitores do Funchal Notícias deixaram dúvidas relativamente à situação verificada com o espaço que alberga alguns cães, na Fundoa, de gestão camarária, alegando que o mesmo não reúne as condições legalmente previstas para estes casos, nomeadamente os abrigos, que ali estão “representados” por contentores de lixo.

Apontam que “os animais encontram-se num espaço delimitado por uma cerca sem cobertura, sendo que o único abrigo para se recolherem e se resguardarem da chuva e do frio é um conjunto de contentores do lixo da autarquia. E lembram que, em declarações recentes vindas a público, a Câmara Municipal do Funchal considerou que “o município tem “dado o exemplo ao contribuir para mudar a visão da cidade e a sua maneira de estar perante esta questão” e tem tido “a coragem de assumir a causa animal com uma das causas comuns”. Face a isso, referem que “as condições em que se encontram os animais reunidos pela autarquia num espaço de génese clandestina, na Fundoa, não concorre para o bom exemplo apregoado por este executivo. O abandono e clausura ao frio e à chuva, como se verificou nos últimos dias, não refletem a preocupação com a saúde e bem-estar animal”.

Confrontada com estas críticas, a Câmara do Funchal, através do gabinete de apoio à presidência, diz que “o espaço que existe na Fundoa foi criado originariamente para alojar de forma provisória os cães pertencentes à matilha que deambula nas imediações da Universidade da Madeira/Tecnopolo, devido à falta de espaço disponível no Canil Municipal”, referindo ainda que “até a data, vários destes animais já foram recolhidos, tendo permanecido naquele espaço enquanto aguardavam por uma vaga no Canil Municipal. Conforme disponibilização de vagas devido à adoção de animais que lá permaneciam, estes canídeos foram sendo transferidos, sendo que, neste momento, todos os cães relativos a essa matilha que tinham sido recolhidos, já se encontram alojados no Canil da Vasco Gil”.

Sublinha a autarquia que “atualmente, o alojamento em causa serve apenas como local provisório para alojar cães que, por um motivo considerado urgente (falta de condições de bem-estar/higiene, insalubridade, agressividade comprovada, etc), têm de ser recolhidos rapidamente da via pública ou de casas particulares, permanecendo na Fundoa até existirem jaulas disponíveis no Canil Municipal”. E afirma que “os cães que são ali alojados têm um acompanhamento diário por parte de um funcionário da CMF, que lhes presta os cuidados básicos, nomeadamente, alimento, água e higienização do espaço. São igualmente efetuadas visitas periódicas, e/ou sempre que necessárias, pela médica veterinária do Município ao local, a fim de monitorizar os animais alojados”.

A posição da Câmara sobre o assunto acrescenta, também, que, “ainda que se trate de uma solução temporária, a Autarquia tinha de agir no sentido de sanar os problemas de logística em causa e as necessidades municipais em termos de Causa Animal, sendo de sublinhar que o alojamento possui abrigos adequados e condições suficientes para os animais que eventualmente permaneçam naquele espaço”.