Madeira tem contas públicas controladas, garante Albuquerque que considera “ataque de Costa lamentável”

Albuquerque
Albuquerque teceu duras críticas ao primeiro-ministro depois de Costa ter afirmado que o défice foi agravado pelas contas da Madeira.

 

As declarações do primeiro-ministro no final do debate mensal, na Assembleia da República, acusando a Madeira de ter um défice elevado, motivaram uma reação de Miguel Albuquerque, que afirmou, sem reservas, que “a Madeira tem as contas públicas controladas”.

Para o presidente do Governo Regional, “o ataque de ontem, do Primeiro-Ministro, é a todos os títulos lamentável, mas isso só prova o que nós dissemos desde a primeira hora: o objetivo deste Primeiro-Ministro não é resolver os problemas da Madeira, mas, sim, desenvolver uma agenda política de tomada de poder na Região, a qualquer preço.”

Foto Rui Marote

O Presidente do Governo Regional da Madeira falava aos jornalistas, esta manhã, à entrada do Museu Vicentes, onde foi visitar as obras de requalificação de um imóvel classificado como património regional.

Albuquerque diz que “o défice da Madeira é baixo, mas podia ser mais baixo se a República não estivesse a lucrar 12 milhões de euros por ano, ao cobrar juros mais altos do que aquele a que se financia”, argumentou Miguel Albuquerque.

Foto Rui Marote

“12 milhões é o que vamos gastar para construir a Escola da Ribeira Brava e do Porto Santo. O défice da Madeira é baixo, mas podia ser mais baixo se o Madeirenses não estivesse a suportar os custos dos subsistemas de Saúde, que são uma responsabilidade da República. Hoje, já ultrapassam os 16 milhões de euros. É quase a verba que a Região investiu para as expropriações e projetos para o novo Hospital”.

O défice da Madeira é baixo, mas podia ser mais baixo se o Governo de António Costa pagasse as dívidas fiscais de 33 milhões à Região.”

O Presidente do Governo Regional da Madeira lembrou ainda que quem levou o país à bancarrota foi um governo do Partido Socialista, “do qual este Primeiro-Ministro fazia parte”.