Abastecimento de mercadorias no Funchal terá plano integrado para melhorar trânsito e acessibilidades

CMF abastecimento de mercadorias
O vereador Bruno Martins já reuniu com operadores logísticos, transportadores e demais agentes que operam na distribuição.

Um Plano de Ação de Logística Urbana. É assim que se chama a operação integrada que a Câmara Municipal do Funchal quer colocar em prática com o objetivo “otimizar a forma como se processa atualmente o abastecimento de mercadorias na cidade”.

A base é melhorar o trânsito e as acessibilidades. A primeira reunião com operadores logísticos, transportadores e demais agentes que operam na área da distribuição, e que têm o Funchal como principal polo gerador de fluxos, decorreu na semana passada na Sala da Assembleia Municipal, com o Vereador Bruno Martins como interlocutor. Os próximos passos passam pelo diagnóstico territorial em que serão realizadas contagens de veículos e pelos inquéritos que serão aplicados ao setor do comércio e serviços no Funchal. Bruno Martins sublinha que “o objetivo é a implementação de soluções inovadoras para uma mobilidade urbana eficaz e sustentável, planeada para residentes e turistas, promovendo um espaço público mais atrativo, mais acessível, mais inclusivo e mais seguro para todas as pessoas.”

Em nota enviada à comunicação social, Bruno Martins, que tem o pelouro da Mobilidade Urbana na CMF, explica que “o plano surge no âmbito do projeto europeu CIVITAS DESTINATIONS, que tem como objetivo implementar nas áreas urbanas diversas soluções inovadoras, orientadas para a melhoria da mobilidade e acessibilidade. O Plano de Ação de Logística Urbana do Funchal vai consistir, numa primeira fase, no conhecimento das dinâmicas associadas ao processo de distribuição na cidade e, posteriormente, na definição de soluções com vista à otimização dessa logística.”

Diz a mesma nota que a logística urbana “prende-se com a melhoria da gestão dos fluxos de bens e serviços, através de um processo de distribuição organizado e ajustado às especificidades territoriais, aos tipos de mercadoria e às necessidades específicas dos lojistas”.

O autarca reforça “a importância deste plano, enquanto instrumento que dará resposta aos diversos problemas identificados na área da logística urbana, seja em termos de trânsito, circulação ou estacionamento”, destacando “a procura de soluções que contribuam para uma melhoria da mobilidade e para uma maior coesão socioeconómica e territorial, que se vai repercutir, igualmente, em benefícios ambientais, energéticos e económicos.”