Paula Cabaço quer tratamento específico das RUP na política de coesão pós 2020

Foto Rui Marote

Conforme o Funchal Notícias já adiantou ontem, a secretária regional do Turismo e Cultura, Paula Cabaço, participa a 31 de Janeiro e 1 de Fevereiro, em representação do presidente do Governo Regional da Madeira, na 127.ª Reunião Plenária do Comité das Regiões, que se realiza em Bruxelas. O encontro, refere nota oficial da SRTC, servirá para que a Região reforce a sua posição na implementação da estratégia renovada para as regiões ultraperiféricas que é preconizada pela União Europeia.

No referido encontro, serão apresentados 14 projectos de parecer e duas resoluções que, integrando o contributo e a colaboração da Região, deverão, por isso mesmo, merecer o seu apoio integral, sustenta o Governo Regional.

Conforme sublinha Paula Cabaço, “os trabalhos deste Comité visam reforçar a implementação de uma estratégia mais centrada nas especificidades das regiões ultraperiféricas e, nessa lógica, melhor ajustada quer às necessidades de desenvolvimento futuro já identificadas, quer aos desafios que se avizinham, particularmente no período pós 2020”.

Na base de um “compromisso que deve ser conjunto entre as RUP”, é fundamental que a União Europeia debata e promova a concretização de medidas que beneficiem o crescimento sustentável das economias insulares e ultraperiféricas, quer, por exemplo, pela via da facilitação do acesso destas ao Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, quer através da promoção de uma maior integração das várias regiões na Rede Transeuropeia de Transportes, nomeadamente nas Autoestradas do Mar”, realça esta responsável na nota de imprensa.

Paralelamente, sublinha, “a discussão que terá lugar no decorrer deste Comité alertará, também, para a necessidade de existir um tratamento específico das RUP na Política de coesão pós 2020”.

A Região “manter-se-á presente e continuará a alertar, sempre, junto de todas as sedes de negociação europeias, para os constrangimentos estruturais que advêm da sua condição insular e ultraperiférica, particularmente nas áreas das acessibilidades, da economia azul, da agricultura e desenvolvimento rural, das pescas e, naturalmente, da cooperação territorial e das políticas de coesão europeia”, salienta Paula Cabaço, para quem este encontro servirá, também, para estabelecer “contactos com as diferentes RUP que integram o espaço europeu, regiões que, tendo de enfrentar dificuldades que são comuns, devem assumir um posicionamento firme, articulado e ainda mais reforçado, na defesa dos seus interesses, para o futuro”.