Caso da morte de uma criança num insuflável que voou com o vento julgado hoje

Começam hoje a ser julgados no Tribunal de Santa Cruz dois arguidos por causa da morte de uma criança, num insuflável, no Caniço, em maio de 2015.

No banco dos réus sentam-se o proprietário do equipamento e o responsável pela exploração do estabelecimento em que o referido equipamento se encontrava instalado.

Recorde-se que, a 8 de março de 2017, a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGD), que coordena os serviços do MP na Região, confirmou que o Ministério Público (MP) havia requerido o julgamento em tribunal singular de dois arguidos pela prática do crime de homicídio por negligência grosseira.

Na nota publicada na altura na página da PGDL dizia-se que, “no essencial está indiciado que, no dia 15.05.2015 encontrava-se instalado no parque de estacionamento de um restaurante, sito num planalto, um insuflável, que, em virtude de não cumprir as regras de segurança e não ser destinado a espaços exteriores, e devido às rajadas de vento que se faziam sentir, entre os 70 e os 80 km/hora, elevou-se no ar, com a quebra das amarrar que o prendiam ao solo e voou, acabando por cair, de uma altura de cerca de 8 metros, e provocar a morte de uma criança de 8 anos de idade, que se encontrava a brincar no seu interior”.

A investigação foi dirigida pelo MP do DIAP da Instância Local de Santa Cruz, comarca da Madeira.