Idalino pede retirada de ponto sobre extração de areia para esclarecer melhor a população do Porto Santo

Fonte da Areia, registos fósseis da zona Foto Pedro Menezes
O pedido de retirada do ponto 4 (referente à possibilidade de extração de inertes na zona da Fonte da Areia) da suspensão parcial do PDM visa o melhor esclarecimento da população, diz Idalino Vasconcelos.

A Câmara Municipal do Porto Santo já enviou à Assembleia Municipal o pedido de retirada do ponto 4 da proposta de suspensão parcial do PDM, que abria portas à extração de areias na zona do Varadouro, Mornos, Fonte da Areia e que tinha sido aprovada em recente reunião do executivo autárquico com os votos favoráveis do PSD e do vereador único do movimento Mais Porto Santo. Os vereadores do PS abstiveram-se.

Hoje mesmo, o Executivo de Idalino Vasconcelos dá conta da solicitação feita à Assembleia Municipal, para a reunião de hoje, justificando essa posição com o facto de a população não estar “suficientemente esclarecida sobre esta questão, nem tão pouco pretende que remanesçam dúvidas, numa matéria tão importante, como a preservação do património geológico”.

Esta posição da atual gestão camarária surge num contexto  de contestação pública sobre esse ponto, estando mesmo a circular uma petição pública no sentido de travar as intenções da autarquia, considerando os proponentes que a Câmara, com esta decisão, iria “causar a degradação e destruição do areal situado na costa sul e terá um grande impacto na economia da comunidade local ao nível do turismo”.

Idalino Vasconcelos, em nota informativa sobre o assunto, refere que “foi lançada para a opinião pública a ideia de que o Município pretendia destruir o património geológico, o que não corresponde à verdade, é importante referir que a vereação do Partido Socialista, por um lado, absteve-se na proposta de suspensão do PDM, congratulando-se com o prosseguimento das políticas da anterior vereação e por outra, lança uma petição contra a extração de areias, promovendo a confusão na população. O Executivo pretende que a população esteja bem esclarecida e para isso, a verdade e a transparência é uma máxima que não abdica”.

O Executivo de Idalino reforça que ser preciso “dizer à população que o Município do Porto Santo não pretende destruir o património geológico, como se disse, nesta última semana, mas sim disciplinar, com regras claras e explícitas, a extração de inertes, o que não aconteceu até ao momento.  A proposta de suspensão do PDM decorre de uma necessidade existente, tendo em conta que deixou de satisfazer as necessidades dos empresários ligados ao ramo da construção civil, de dinamizar a economia local e salvaguarda de postos de trabalho, como é do conhecimento público”

Foi feita uma sessão de esclarecimento público, com o Eng. João Baptista, investigador da Universidade de Aveiro, para constatar o “estado da arte” da exploração dos recursos geológicos na ilha do Porto Santo, que motivou a participação de cerca de 40 pessoas.

Para isso, entende a presidência da Câmara do Porto Santo que “a população deverá ser cabalmente esclarecida, com o propósito de preservação daquilo que é genuíno a nível geológico, bem como adicionar os pareceres técnicos sustentados à proposta inicial, com vista à definição de estratégias a desenvolver para a futura carta de exploração e gestão dos recursos naturais da ilha do Porto Santo”.