Pedro Ramos apresenta orçamento e investimentos “humanistas” na área da Saúde

Fotos Rui Marote

O secretário regional da Saúde apresentou hoje a sua proposta de orçamento e investimentos do Governo Regional para a área da saúde em 2018. Uma proposta “humanista”, salientou, com “a maior fatia para as áreas sociais”, indo ao encontro das necessidades da população. Três linhas essenciais,  realçou,  são as políticas públicas de saúde, formação-diferenciação e cidadania-qualidade-segurança.

O orçamento para 2018, afirmou, permitirá continuar a investir em algo essencial, os cuidados de saúde primários; contratualizar médicos de medicina geral e familiar de acordo com a sua formação e diferenciação; lançar os rastreios e aproveitar a linha de financiamento do serviço nacional de saúde; lançar o projecto de “prevenção de quedas” nos idosos em casa; combater as 5 principais causas de mortalidade na RAM com campanhas de prevenção e diagnóstico precoce; dar novo impulso ao tratamento da doenças respiratórias, transmissíveis e oncológicas; reorganizar recursos e meios; intervir em vários centros de saúde; apostar num projecto piloto de hospitalização domiciliária para todas as idades,  considerado uma boa prática noutros hospitais do país e que vai ser replicado na Madeira.

Pedro Ramos afirmou ainda que será aberta em 2018 mais uma unidade de saúde familiar, aproveitando a evolução e o desenvolvimento da unidade de saúde familiar da Ponta do Sol. Tentar-se-á ainda reduzir as idas às urgências, encaminhando as falsas urgências para os centros de saúde.

Entre outras medidas,  Pedro Ramos sublinhou a vacinação contra a gripe,  já estando a mesma situada em 31 mil doses administradas. Realçou ainda a aposta na formação,  com 262 acções formativas que abrangeram 2120 profissionais. O SESARAM entretanto está a apostar na acreditação de vários serviços e unidades hospitalares, com a realização de frequentes cursos para os profissionais e evolução constante.

O governo regional afirma querer melhorar o acesso a cuidados de saúde e melhorando a eficiência,  reduzir as listas de espera, prosseguir o programa de recuperação de cirurgias e o programa especial de apoio a exames. Continuar-se-á a dar a máxima prioridade, assegurou,  aos doentes oncológicos.

O recurso cada vez maior às ferramentas digitais faz também parte do programa do governo.

Quanto ao novo hospital,  disse que finalmente está a entrar em rota de estabilidade,  depois de meses de confronto desnecessário. “Fizemos o estudo funcional,  ouvindo todos os profissionais; estamos preparados para lançar o concurso público internacional; já tivemos a primeira reunião de seguimento dos grupos de trabalho nacional e regional”.

Intenção do GR é também sensibilizar para uma maior utilização dos genéricos; manter a sustentabilidade do sistema regional de saúde com uma nova política do medicamento, eventualmente através de uma central de compras europeia ou ibérica. Além de ser dada uma especial atenção aos cuidados psiquiátricos e ao estabelecimento de uma nova relação com os subsistemas em 2018, o GR quer concretizar as obras no bloco operatório e obstetrícia e urgência. Na área da protecção civil, os meios aéreos “serão uma realidade, associados ao todo nacional”. Em 2018, serão também realizados exercícios de resgate em massa na vertente marítima.