PTP quer “Bolsa Regional Provisória para a Mobilidade”, para o Governo Regional adiantar aos madeirense o valor das passagens aéreas que compete ao Estado

O PTP defendeu hoje uma Bolsa Regional Provisória para a Mobilidade, pela voz da deputada Raquel Coelho, numa conferência de imprensa realizada na Assembleia Legislativa Regional. Referindo-se às inúmeras referências que têm sido feitas relativamente à necessidade de rever e melhorar o funcionamento do subsídio de mobilidade para os cidadãos residentes no arquipélago da Madeira, Raquel Coelho aludiu à prometida revisão, dentro de dois meses, do subsídio. “Sabemos que o actual modelo é injusto, sobretudo para as populações mais pobres, que continuam a ficar excluídas de se deslocarem para fora da Região para o continente”, por não poderem, facilmente, adiantar os montantes por vezes elevados dos preços de mercado das passagens aéreas, para serem mais tarde ressarcidas pelo Estado. Muitos estudantes madeirenses também abdicam de vir passar o Natal a casa, por causa da inflação do custo dos bilhetes nas épocas festivas, quando chegam a alcançar cerca de 500 euros, quer na TAP quer na Easyjet.

O novo modelo, “embora seja um avanço relativamente àquilo que existia anteriormente, sobretudo para a classe média”, tem problemas precisamente relativamente aos menos favorecidos economicamente. Desde há muito tempo que os partidos madeirenses têm-se batido que haja uma revisão para que os estudantes paguem apenas 65 euros e os cidadãos normais 86 euros, garantindo assim a continuidade territorial de forma efectiva.

O PTP admite que possa vir a ser encontrada uma solução no futuro, e se o Governo da República resolver o caso dentro de alguns meses, óptimo, merecerá gratidão. Mas, para os trabalhistas, o Governo Regional não pode, neste interim, continuar à espera da solidariedade do governo central. Deve “arranjar uma solução própria”, que garanta “preços mais justos”.

O PTP entende, pois, que o Governo Regional deve criar, no âmbito do Orçamento para 2018, uma bolsa que venha garantir o pagamento das passagens aéreas pelo valor mínimo. A bolsa iria adiantar o valor que compete ao Estado, que só paga a 90 dias. Tal permitiria que os madeirenses efectivamente viajassem a preços competitivos, disse a deputada.