PCP criticou situação da água de rega no concelho de Câmara de Lobos

O PCP realizou no sábado, no Sítio da Caldeira, em Câmara de Lobos. uma acção política na qual exigiu medidas para fazer face à seca agrícola.

Os comunistas sublinharam, na oportunidade, o peso que o sector primário tem na economia camaralobense. E referiram que há pelo menos oito anos que vêm alertando sobre a importância da água de rega em determinadas localidades, sobretudo zonas altas e super altas do concelho, onde as dificuldades no acesso ao precioso líquido, sobretudo no Verão, eram mais sentidas.

“Contudo, infelizmente, já não é apenas nessa estação do ano que as dificuldades no acesso à água são mais sentidas. Apesar da chuva caída nestes últimos dias, estamos em seca agrícola”, conclui o PCP.

“Em toda esta zona da Caldeira, e na fajã abaixo, a escassez de água tem sido diária neste último ano. Esta localidade foi servida pela conhecida “água da serra”, ou seja, vinda através das levadas directamente das origens de captação nas serras do concelho, bem como pela água da Levada do Norte. Contudo, opções erradas do Governo Regional, bem como a construção de um parque empresarial, destruíram ou inutilizaram alguns dos canais que faziam o transporte dessa água. As alterações climáticas têm tido também um papel muito importante na mudança do paradigma”, refere o partido.

“Durante estes últimos anos, tendo em vista amenizar aquilo que prevíamos que acontecesse, alertámos inúmeras vezes para que se construíssem reservatórios para o armazenamento de água de rega para acudir nas alturas de maior necessidade. Apesar da existência de fundos comunitários para o efeito, tal continua por se concretizar, sendo que, os agricultores que têm as áreas de cultivo maiores vêem-se obrigados a transportar água em auto-tanques, opção esta que se revela extremamente dispendiosa, apenas para que não percam as suas culturas”, critica o PCP.

Para os comunistas, é o Governo Regional que tem de arranjar condições para disponibilizar água para o regadio das culturas naquela que é a maior localidade de fornecimento de hortícolas para os mercados regionais. “De notar que o giro está neste momento com uma frequência de mais de 40 dias e estão a ser usadas algumas reservas que seriam para usar no próximo ano. Isto é gravíssimo”, concluem.

“Este é um problema que urge resolver, mas que infelizmente, da parte do Município de Câmara de Lobos e da parte do Governo Regional, mais concretamente da Secretaria Regional da Agricultura, não tem tido a atenção e a importância que lhe seria exigida”, apontam.