Crónica de viagem: Já cheira a Natal em Budapeste

Rui Marote

O Natal já chegou a Budapeste, enquanto os madeirenses, numa corrida contra o tempo, vão poluindo a cidade com postes de ferro por todo o lado, descaracterizando a cidade e o espírito natalício.

Aqui não há tubos de ferro para suportar os arranjos natalícios. Faço  questão  de mostrar aos leitores como são suportado esses arranjos e as iluminações das fechadas dos edifícios. Tudo está já a funcionar em pleno, em diversas praças, mercados e ruas. Na praça Vorosmarty, por exemplo. Este mercado de Budapeste caracteriza-se pela presença de mais de uma centena de chalés de madeira, semelhantes aos chalés de montanha, que vão abrigar objectos e produtos típicos da Hungria.

A escolha de especialidades culinárias da Hungria é ampla. O pão húngaro (langos), as salsichas grelhadas (kolbasy), a carne grelhada (pecseny) o fulge, o Bejgli (doces típicos de Natal cheios de de sementes de papoila ou nozes e passas), fazem água na boca.

O Szalon cukor (chocolates para pendurar recheado com massapão, geleia de frutas e baunilha),  o strudel húngaro (retes) os biscoitos de gengibre, as castanhas assadas, o vinho Tocai, a aguardente de damasco e vinho quente (orrait Bor) aromatizado com mel, canela, cravo e cana de açúcar, constituem uma enorme oferta. Na praça há uma grande árvore de Natal e um óptimo calendário do advento sobre as janelas do edifício da pastelaria Gerband.

Outro mercado de Natal é o da Basílica  de Santo Estevão – um dos mais belos de Budapeste – e que tem lugar na praça de Santo Estevão em frente à basílica e ao longo da rua Zrinyi. No centro do mercado há uma grande árvore de Natal.

Cada noite, a Basílica é iluminada por um show de luzes espectacular. A atracção especial deste ano será uma projecção 3D  na Basílica, que pode ser vista de todos os cantos da praça com óculos 3D. Com dezenas de vendedores com casinhas encantadoras, iguarias regionais de comida e de entretenimento diversificado, a Festa do Advento de Budapeste é cada vez mais um dos eventos europeus da época de Natal.

Nós, madeirenses, ficamos pela aldeia da Camacha na praça da Restauração, com sopa de trigo e o bolo da caco, enquanto na placa central as barracas de poncha multiplicam-se, como se a gastronomia madeirense ficasse por aqui.

As festas de Fim-de-Ano, o nosso maior cartaz turístico, têm de dar uma volta de 180 graus e começar a ser pensadas já a partir de 1 de Janeiro de 2018.