PSD questiona ministros: nem conservadores na Madeira e Porto Santo nem pagamento das dívidas militares ao SESARAM

Sara Madruga A
A falta de conservadores, na Madeira e no Porto Santo, foi um dos temas que Sara Madruga colocou à ministra da Justiça.

O PSD-Madeira, através dos deputados à Assembleia da República continuam a questionar os ministros de António Costa sobre temas pendentes com a Região, no âmbito da discussão sobre o Orçamento de Estado para 2018.

Agora, foi a vez do ministro da Defesa, a quem a deputada madeirense lembrou “a resolução do problema do sistema de comunicações do radar militar do Pico do Areeiro na Madeira e as dívidas das forças armadas ao SESARAM”. Diz Sara Madruga que é tema recorrente, abordado ao longo de anos. O ministro, em resposta, diz a parlamentar, fez alusão apenas à questão das dívida afirmando que “a República pretende efectuar um acerto de contas, sem concretizar quando é que tal encontro de contas será efectuado”.

Sobre o radar, foi o secretário de Estado quem respondeu: Marcos Perestrelo mencionou que “não vai cometer o mesmo erro duas vezes” e por isso não se comprometeu com nenhuma data, dizendo apenas que “o ministério está a fazer tudo para que a extensão do contrato seja feita sem qualquer custo para o Estado”.

Na audição à Ministra da Justiça, a deputada madeirense abordou o problema da falta de conservadores na Região e em especial no Porto Santo, onde não existem. Sara Madruga diz que “não podemos conceber que em pleno século XXI, numa ilha do território português, os cidadãos não tenham acesso ao mesmo nível de serviços básicos e estejam completamente abandonados pelo Estado”. 

A deputada exigiu a Francisca Van – Dunem que esclareça como pretende resolver este problema””até porque o Orçamento de Estado contém uma verba de cerca de 477.488,00 para o subsídio de fixação e alojamento de conservadores

 

Sara Madruga da Costa relembrou ainda que no início deste ano e numa deslocação à Madeira, a Ministra assumiu o compromisso de dar uma nova valência ao Centro Educativo da Madeira “sem que até à data se tenha percebido qual é essa a nova valência”, alertando, por outro lado, para a necessidade “urgente de realização de obras de conservação no Estabelecimento Prisional do Funchal”.