Todavia cremos que a obra é da autoria dos dois escultores franceses, ficando em evidência o nome do escultor Pierre Charles Lenoir ( por ser o mais velho?) e Serraz apenas menciona o seu apelido. Assim sendo, parece-nos mais correcto atribuir a autoria da escultura em causa, aos dois escultores e não apenas a George Serraz.
Existe em Portugal continental, para além do Cristo-Rei de Almada, junto ao rio Tejo, uma estátua no cimo da serra de Marofa ( Figueira de Castelo Rodrigo /Guarda), inaugurada em Julho de 1956.
Pelo mundo existem vários monumentos evocativos de Cristo-Rei, cujos principais serão o de Dili /Timor, inaugurado em 1996 (presente da Indonésia a Timor Leste), com 27 metros; de Angola, no Lubango, onde existe um monumento erigido pela colónia de madeirenses em 1966, com 14 metros; na Bolívia existe o Cristo da Concórdia, (de 1987) que tem 40 metros (sendo, como se referiu, o maior do mundo); no México há o Cristo-Rei de Copoya, entretanto concluído e inaugurado (6/12/2011), que é o maior monumento ao Cristo Rei (tem 62 metros), mas não é um monumento idêntico aos demais na representação de Cristo, pois não é a escultura deste de corpo inteiro e mãos abertas, mas uma representação estilizada.
Registe-se da existência, em muitos países do mundo e em várias localidades, de estátuas a Cristo-Rei, na generalidade com a imagem de Cristo de braços estendidos, na linha da estátua do Garajau e do Corcovado, embora também existam outras formas de representação.
Alguns exemplos de monumentos a Cristo-Rei : Cerro de la Noa (México); Cachabamada (Bolívia); Colon (Panamá); Lima e Cuzo (Peru); Dong Nam Bo (Vietname); Mont Pilatus (Suíça); Puerto Plata (República Dominicana); Ilhas Virgens; Gozo (Austrália); e em muitas localidades do Brasil (Minas Gerais, Belo Horizonte, Bahia, Sergipe, São Paulo, Paraíba,Santa Catarina, Paraná e Mato-Grosso.
Assim, no contexto dos monumentos evocativos a Cristo-Rei, o existente na Madeira, no Garajau, não tendo a dimensão das grandes esculturas existentes na iconoclastia cristã, é de facto na sua concepção, no seu ideal de Fé e de crença, pioneiro no tempo, consubstancia a ideia de evocar Cristo como referência para todos os crentes, de forma expressiva e em local apropriado, onde Ele seja Luz, Farol, Guia, Lembrança e Memória, esse Cristo de braços abertos a todos, como ideia e apelo de generosidade, abrigo, benção, alento, paz e concórdia.
E do cimo deste promontório, desta pequena terra-Ilha, em pleno Atlântico, ergue-se essa imagem simples, nobre e expressiva de Cristo, sob um céu azul, com a imensidão do mar em frente e a dimensão impressionante da escarpa, a lembrar o divino ao Homem, a simbolizar a necessidade e a premência de espiritualidade na vida de cada um e de todos nós.
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