Fotos: Rui Marote
Um bem essencial, a água, está agora no centro da discussão no parlamento regional, que debate uma proposta de diploma dos social-democratas, que visa a proibição da privatização de serviços de tratamento de resíduos e da água. O deputado centrista José Manuel Rodrigues foi veemente na sua discordância, apontando que, no seu entender, não existem motivos para se bloquear a privatização de determinados sectores. Não é por serem públicos que funcionam necessariamente melhor, considerou. Além do mais, argumentou, a intervenção de um promotor privado poderia baixar o preço destes serviços.
Esta é uma matéria em que a posição do PSD coincide com a de partidos de esquerda, já expresso no parlamento nacional, e por isso mesmo recebeu o apoio verbal de deputados da CDU e do BE, como Ricardo Lume e Roberto Almada, que criticaram a mania de tudo privatizar. Também o deputado independente Gil Canha lembrou a história de Portugal, para apontar que os monarcas portugueses sempre tiveram a política de não deixar que a água, as nascentes, enfim, o acesso e controle do precioso líquido caísse nas mãos dos nobres. Mas discordou quanto aos lixos: para Canha, a gestão dos resíduos pode ser privatizada. A ARM e o serviço que presta foi, aliás, negativamente abordada, sendo considerada ineficiente por vários parlamentares da oposição.
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